segunda-feira, 26 de outubro de 2026
Brasil

Lula ganha 2,6 milhões de votos em São Paulo, mas perde estado

Estratégia petista incluiu Haddad para conter avanço de Flávio Bolsonaro no maior colégio eleitoral do país

Como São Paulo votou no segundo turno? Lula ganhou 2,6 milhões de votos, mas perdeu no estado

O estado de São Paulo registrou a maior expansão na votação de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entre o primeiro e o segundo turno da disputa presidencial de 2026. Conforme dados consolidados do pleito, o atual presidente conquistou 2.613.861 votos adicionais em solo paulista na comparação com o dia 4 de outubro. Mesmo com esse avanço expressivo, Flávio Bolsonaro (PL) conseguiu se manter à frente na preferência do eleitorado estadual.

O cenário do primeiro turno em solo paulista

Na etapa inicial da votação, realizada em 4 de outubro, Flávio Bolsonaro obteve 51,93% dos votos válidos no estado, ao passo que Lula alcançou 38,20%. O senador levou a melhor em 603 dos 645 municípios paulistas, consolidando o território como um dos pilares de sustentação da sua candidatura pelo PL.

Para tentar diminuir a desvantagem, a coordenação da campanha petista escalou Fernando Haddad, ex-prefeito da capital e ex-ministro da Fazenda, para liderar as articulações locais. Do outro lado, o grupo político de Flávio mobilizou o governador reeleito Tarcísio de Freitas (Republicanos) e prefeitos aliados para blindar a base no estado.

Desempenho nacional e comparação regional

O salto de 2,6 milhões de votos em São Paulo superou os números registrados em outros grandes colégios eleitorais. Em Minas Gerais, o petista ampliou sua marca em 1.162.163 votos entre os turnos, enquanto no Rio de Janeiro o acréscimo foi de 872.372 e, na Bahia, de 820.487.

Vale destacar que Minas Gerais foi a única unidade da Federação a inverter o resultado entre as etapas da eleição. Em São Paulo e no Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro preservou a liderança. No panorama geral do país, contudo, Lula garantiu a vitória ao somar 64.256.232 votos (51,79%), superando os 59.826.041 sufrágios (48,21%) obtidos pelo adversário.

Os números refletem a evolução do total de votos recebidos por cada concorrente, embora não seja possível mensurar exatamente quantos eleitores migraram de palanque individualmente ou decidiram comparecer às urnas apenas no segundo turno. O desempenho paulista evidencia que a vitória em nível nacional foi construída mediante a recuperação de espaço em redutos adversários, combinada à manutenção das vantagens já consolidadas em outras regiões do Brasil.

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