Uma disputa envolvendo a circulação de cães soltos em vias públicas resultou em um caso de violência na tarde da última quarta-feira (4), na Estância Chácara Santa Inêz, em São José do Rio Preto. O episódio, que envolveu duas moradoras da região, foi formalizado junto à Polícia Civil sob as naturezas de lesão corporal, ameaça e omissão de cautela na guarda de animais.
Histórico de conflitos no bairro
A vítima, uma recepcionista de 31 anos, afirmou às autoridades que o desentendimento não foi um fato isolado, mas o ápice de problemas recorrentes com os animais pertencentes a uma vizinha de 33 anos. Conforme o boletim de ocorrência, os cães circulariam livremente pelas ruas do bairro com frequência e já teriam protagonizado ataques contra pedestres, incluindo crianças, outros animais e até o irmão da própria recepcionista.
Dinâmica da agressão
O confronto teve início quando a recepcionista, que estava parada com sua motocicleta próxima à residência da vizinha, decidiu questionar se os animais poderiam ser mantidos dentro do imóvel para prevenir novos incidentes. Como não obteve uma resposta clara de imediato, a vítima elevou o tom de voz para repetir o questionamento. Foi neste instante que a vizinha teria avançado contra ela, segurando-a pelo pescoço.
A recepcionista relatou ter tentado se defender, sofrendo arranhões nos braços e lesões na região do pescoço, marcas que foram apresentadas durante o registro da ocorrência policial.
Versões e escalada do conflito
Durante a discussão, a proprietária dos animais teria se eximido da responsabilidade, alegando que os cães escapavam quando o portão era aberto e apontando falhas no cercamento de um imóvel vizinho como a causa do problema. A situação se agravou com a chegada da mãe da recepcionista, que encontrou a via bloqueada pelos veículos das envolvidas.
De acordo com o relato, a mulher de 33 anos passou a bater a porta do automóvel repetidamente contra a motocicleta da vítima. Em meio à confusão, a recepcionista empurrou a porta do carro, o que acabou prensando a perna da vizinha contra a lataria do veículo.
Além da agressão física, a vítima denunciou ter sido alvo de intimidações. Segundo o documento policial, a agressora teria dito que ela “não sabia com quem estava mexendo” e mencionou supostas pessoas influentes que poderiam lhe causar prejuízos. A suspeita ainda teria tentado atrair a recepcionista para dentro de sua casa, convite que foi recusado por receio de que o conflito escalasse para algo mais grave. A Polícia Civil segue com as investigações sobre o caso.




