terça-feira, 3 de novembro de 2026
Esportes

Fortaleza empata com o Atlético-GO na Arena Castelão e acende alerta na Série B

Tricolor desperdiça pênalti, frustra mais de 20 mil torcedores e acumula exibições instáveis na reta final da competição nacional.

Análise: Fortaleza repete roteiro desanimador contra o Atlético-GO e liga sinal de alerta

O Fortaleza voltou a apresentar um desempenho apagado e desperdiçou uma oportunidade valiosa de se aproximar do G-2 da Série B. Jogando em casa nesta segunda-feira (2), a equipe ficou no empate sem gols contra o Atlético-GO, frustrando os mais de 20 mil torcedores presentes na Arena Castelão e ligando o sinal de alerta para a reta decisiva do campeonato.

Oscilação tática e escolhas questionadas

Mesmo tendo mais de uma semana livre de preparação desde o compromisso anterior contra a Ponte Preta, o técnico Autuori promoveu alterações na estrutura tática e mexeu nas peças, mas o rendimento coletivo acabou piorando. No setor defensivo, a dupla formada por Neris e Bastos ainda não transmite a mesma solidez que Cardona assegurou durante a temporada. No meio-campo, Lucas Sasha se firmou como unanimidade na comparação com Ryan, escolhido para atuar ao lado de Pierre.

Na lateral-esquerda, a comissão técnica optou por improvisar Rodriguinho, mesmo com Mucuri e Kaio Henrique disponíveis no banco, estratégia que não funcionou. No setor ofensivo, Pedro Henrique e Chico da Costa continuaram sem oferecer perigo aos adversários. A queda de produção coletiva também se reflete na ausência das principais referências de ataque: o artilheiro Vitinho, com 12 gols, sequer saiu do banco de reservas, enquanto Miritello, terceiro maior goleador do elenco com dez tentos, permaneceu fora até mesmo da lista de relacionados.

Apática no primeiro tempo, equipe melhora com alterações

A falta de intensidade do Tricolor ficou evidente logo nos minutos iniciais. Com o controle absoluto das ações no Castelão, o time visitante ditou o ritmo sem ser ameaçado. A equipe da casa demonstrou carência de articulação e ausência de senso de urgência, terminando a primeira etapa sem registrar nenhuma finalização certa na direção da meta adversária.

O panorama só apresentou alteração após o intervalo com a entrada de Paulo Baya. Em pouco tempo em campo, o atacante acertou a trave duas vezes, superando a produtividade de todo o setor ofensivo titular na partida. Apesar da reação tardia, a equipe goiana aproveitou os espaços nos contra-ataques e exigiu intervenções importantes do goleiro João Ricardo para evitar a derrota.

Oportunidade perdida e invencibilidade mantida

Apesar da atuação abaixo do esperado, o time mandante teve a vitória nos pés na reta final. Em jogada articulada por Lucas Sasha, Rodriguinho atuou em sua função de origem, invadiu a área e sofreu uma penalidade máxima. A cobrança foi confiada a Maílton, que mantinha aproveitamento perfeito no fundamento, mas o lateral parou nas mãos do goleiro Paulo Vítor.

Com o empate, o Fortaleza assegurou matematicamente a classificação para o mata-mata e estendeu sua série invicta para 17 partidas, somando agora oito vitórias e nove empates. Contudo, a queda acentuada de rendimento e a instabilidade nas exibições recentes preocupam a torcida e a comissão técnica para os dois compromissos que restam na competição.

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