sexta-feira, 30 de outubro de 2026
Brasil

Voo que levou Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos foi custeado via conta americana

Empresário confirmou transação de US$ 150 mil e negou vínculo direto com o político brasileiro

Voo de Flávio para fugir do Brasil foi pago por intermediário dos EUA

O deslocamento de Flávio Bolsonaro para fora do Brasil foi financiado por um operador do setor aeronáutico por intermédio de uma conta bancária nos Estados Unidos, conforme revelado por um empresário da aviação.

Detalhes do transporte aéreo

O parlamentar deixou a Argentina na madrugada de quarta-feira em um jato executivo rumo à Flórida, acompanhado de seus familiares, após ter seus documentos de viagem invalidados no âmbito de apurações sobre suposta lavagem de dinheiro.

O senador não aceitou o resultado do pleito presidencial vencido por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no domingo e declarou que pretende comandar a oposição a partir do território norte-americano.

Declaração da empresa de aviação

O empresário argentino Luis Grande, dono da companhia Baires Fly encarregada da viagem, detalhou a transação em contato telefônico a partir de sua residência na Flórida.

“Fui contratado por um broker que conheço há dez anos, que vende voos e mora nos Estados Unidos”, disse à AFP o empresário argentino Luis Grande, proprietário da companhia Baires Fly, responsável pelo transporte de Bolsonaro, em uma conversa telefônica de um apartamento que possui na Flórida.

Conforme o relato de Grande, o intermediário manteve sua identidade em sigilo e efetuou uma remessa de US$ 150 mil (R$ 800 mil) partindo de uma conta corporativa em solo norte-americano rumo ao sistema financeiro argentino.

Investigação e conexões políticas

O periódico norte-americano The New York Times noticiou que a aeronave teria sido providenciada por Jason Miller, colaborador de Donald Trump, embora a administração dos Estados Unidos tenha evitado comentar o caso.

O dono da companhia aérea declarou desconhecer o mandante final da operação e assegurou que o próprio intermediário também não possuía contato prévio com o contratante.

O trajeto do político envolveu a travessia terrestre da fronteira brasileira com a Argentina na noite de terça-feira, seguida de decolagem em Puerto Iguazú, embora os detalhes sobre o deslocamento a partir de Brasília permaneçam sob apuração e divergências na imprensa.

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