sexta-feira, 30 de outubro de 2026
Brasil

Rafael Fonteles nega conversa com Lula sobre assumir Ministério da Fazenda

Governador reeleito do Piauí é apontado como favorito para a pasta econômica, mas descarta qualquer articulação sobre cargos federais.

Rafael Fonteles diz nunca ter tratado com Lula sobre cargos para o próximo governo

O governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles, desmentiu qualquer tipo de negociação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ou com terceiros a respeito de sua eventual participação em um futuro mandato presidencial. O nome do gestor estadual figura como o principal cotado nos bastidores para comandar o Ministério da Fazenda.

Rumores de viagem oficial e negativa nas redes sociais

Boletins divulgados pela imprensa nesta quinta-feira (29) apontavam que o petista realizaria uma viagem ao território piauiense na semana seguinte com o objetivo de formalizar um convite político ao aliado. Contudo, por meio de sua conta oficial na plataforma X, o chefe do executivo estadual rechaçou a veracidade dessas especulações.

“Reforço o que disse em algumas entrevistas: nunca tratei com o Presidente Lula ou com qualquer outra pessoa (seja familiar, amigo, aliado ou adversário) sobre cargos no seu próximo mandato e muito menos sobre política econômica. Informo também que não tenho conhecimento sobre nenhuma visita do Presidente ao nosso Estado”, disse o governador do Piauí.

Atuação na campanha presidencial e perfil econômico

Durante a postagem, o político destacou ter oferecido uma colaboração discreta para a expressiva votação que garantiu o triunfo do petista sobre o adversário Flávio Bolsonaro. Após o primeiro turno do pleito, o governador assumiu a coordenação de comunicação da candidatura, participando ativamente das reuniões diárias realizadas na capital federal.

Desafios para uma eventual transição para Brasília

Formado em matemática e bem avaliado pelos agentes do mercado financeiro, o nome do piauiense ganhou força para a pasta econômica nacional após o resultado das urnas. No entanto, o principal entrave institucional reside no fato de ele ter sido reconduzido ao comando do estado com 70,90% dos votos válidos, alcançando o maior percentual de vitória do país.

Caso venha a integrar a administração federal sem sequer tomar posse do cargo estadual, o fato inédito quebrará um jejum histórico de 108 anos de um político escolhido pelas urnas declinar da chefia do executivo regional.

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