segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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Economia

Ibovespa despenca e dólar dispara com reeleição de Lula; veja ações em alta

Enquanto a bolsa brasileira registra forte queda, companhias exportadoras e ligadas a commodities contrariam a maré e avançam no pregão

Suzano, Embraer e mais: quais ações sobem após as eleições presidenciais?

Nesta segunda-feira (26), a Bolsa brasileira operava em forte baixa durante o primeiro pregão após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL) no pleito presidencial. Por volta das 11h40, o Ibovespa despencava 16,44%, atingindo os 171.367 pontos.

Ações exportadoras e de commodities contrariam o mercado

Apesar do cenário generalizado de perdas no mercado financeiro, um seleto grupo de papéis conseguiu registrar ganhos expressivos, impulsionado principalmente pela disparada da moeda norte-americana na sessão. O movimento reflete diretamente a forte valorização do dólar frente ao real.

Suzano e Embraer lideram os ganhos na bolsa

A Suzano (SUZB3), reconhecida como a maior produtora global de celulose de eucalipto, registrou a ponta positiva mais alta do índice, com valorização de 8,82%. O avanço ocorre porque a empresa comercializa a maior parte de sua produção no exterior, o que beneficia a conversão das receitas externas em reais, embora a alta da divisa americana também gere impactos nos custos de insumos e despesas dolarizadas.

Outros destaques do pregão

Seguindo a mesma tendência no setor de papel e celulose, a Klabin (KLBN11) apresentava alta de 0,99%. Já a fabricante de aeronaves Embraer (EMBJ3) subia 6,93%, impulsionada por sua forte atuação internacional e exposição cambial favorável aos resultados convertidos. Entre as gigantes do setor de mineração, a Vale (VALE3) avançava 5,78%.

Completando o grupo de empresas no azul, a fabricante de motores elétricos WEG (WEGE3) registrava alta de 6,72%. Diferentemente do cenário observado no primeiro turno, o desdobramento do pleito trouxe uma forte desvalorização da moeda brasileira e uma reavaliação profunda nas perspectivas dos investidores.

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