Nesta segunda-feira (26), a Bolsa brasileira operava em forte baixa durante o primeiro pregão após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL) no pleito presidencial. Por volta das 11h40, o Ibovespa despencava 16,44%, atingindo os 171.367 pontos.
Ações exportadoras e de commodities contrariam o mercado
Apesar do cenário generalizado de perdas no mercado financeiro, um seleto grupo de papéis conseguiu registrar ganhos expressivos, impulsionado principalmente pela disparada da moeda norte-americana na sessão. O movimento reflete diretamente a forte valorização do dólar frente ao real.
Suzano e Embraer lideram os ganhos na bolsa
A Suzano (SUZB3), reconhecida como a maior produtora global de celulose de eucalipto, registrou a ponta positiva mais alta do índice, com valorização de 8,82%. O avanço ocorre porque a empresa comercializa a maior parte de sua produção no exterior, o que beneficia a conversão das receitas externas em reais, embora a alta da divisa americana também gere impactos nos custos de insumos e despesas dolarizadas.
Outros destaques do pregão
Seguindo a mesma tendência no setor de papel e celulose, a Klabin (KLBN11) apresentava alta de 0,99%. Já a fabricante de aeronaves Embraer (EMBJ3) subia 6,93%, impulsionada por sua forte atuação internacional e exposição cambial favorável aos resultados convertidos. Entre as gigantes do setor de mineração, a Vale (VALE3) avançava 5,78%.
Completando o grupo de empresas no azul, a fabricante de motores elétricos WEG (WEGE3) registrava alta de 6,72%. Diferentemente do cenário observado no primeiro turno, o desdobramento do pleito trouxe uma forte desvalorização da moeda brasileira e uma reavaliação profunda nas perspectivas dos investidores.



