Garantindo o seu quarto mandato presidencial neste domingo (25), o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) alcançou 51,79% dos votos válidos. Com essa marca, o petista superou o próprio recorde histórico de 2022, ultrapassando a marca de 64 milhões de votos.
Compromisso democrático e agradecimento aos eleitores
Em sua primeira declaração pública após o encerramento da apuração, o chefe do Executivo destacou o engajamento histórico da população e reforçou a intenção de manter diálogo com toda a população, afirmando que pretende “governar para todos”.
“Não tenho mais adversários. Tenho que governar para 215 milhões de brasileiros. Nós tivemos o menor número de abstenções da história deste país e o menor número de votos nulos. Quero agradecer à juventude brasileira e às pessoas idosas, que vi hoje sendo carregadas por seus entes para votar, porque nós conseguimos convencê-las de que o voto é muito importante para assegurar a democracia do nosso país”, afirmou Lula.
Críticas às plataformas digitais e cenário internacional
Durante o pronunciamento, o presidente reeleito direcionou críticas às gigantes da tecnologia, defendendo maior fiscalização sobre as ferramentas de comunicação na internet e apontando interferências externas no pleito.
“Tivemos que vencer a intromissão de fora para adentro, através das plataformas digitais que vamos ter que regular. Nós não podemos ter empresas monstruosas, grandes, faturando milhões e querendo direcionar as eleições deste país”, disse.
O governante brasileiro também mencionou Donald Trump, pontuando que o líder norte-americano aguardava o triunfo de Flávio Bolsonaro (PL), mas ressaltou que a diplomacia entre as duas nações seguirá sem rupturas. De acordo com o petista, os Estados Unidos continuarão “falando com todo mundo”.
Combate ao negacionismo e planos futuros
Sem mencionar diretamente o seu principal oponente nas urnas, o político classificou o pleito como um triunfo contra a desinformação e fez um aceno velado ao adversário derrotado.
“Essa eleição foi uma derrota do negacionismo e da mentira. Já participei de muitas eleições, mas nunca pensei que iria me deparar com o representante genuíno do ‘miliciano’ deste país”, declarou.
Para o próximo ciclo administrativo, o presidente prometeu que a gestão federal terá maior inserção nas redes sociais, além de destinar novos aportes financeiros para a inovação tecnológica e para a pesquisa científica, priorizando os setores de saúde e educação.



