quinta-feira, 22 de outubro de 2026
Noroeste

Flávio Bolsonaro aceita desafio de Lula sobre sigilo e impõe exigências

Senador condiciona liberação de seus dados à abertura de informações do Instituto Lula, familiares e auxiliares do petista.

Flávio impõe condições para aceitar desafio de Lula sobre sigilo

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) declarou nesta quarta-feira (21.out) que aceita o desafio proposto pelo candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), referente à quebra de sigilos telefônico e bancário, mas estabeleceu uma série de condições para concretizar a medida.

Origem do confronto no segundo turno

A proposta de confronto foi lançada por Lula durante o primeiro debate presidencial do segundo turno, transmitido pela TV Bandeirantes no último domingo (18). Na ocasião, o petista autorizou a liberação de seus dados fiscais, bancários e telefônicos, desde que o senador fizesse o mesmo. Na última terça-feira (20), o candidato apresentou formalmente ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e ao STF (Supremo Tribunal Federal) um documento que viabiliza a abertura de suas informações e de seus familiares nos últimos oito anos, incluindo a primeira-dama Rosângela da Silva (Janja) e seu filho Fábio Luiz Lula da Silva (Lulinha).

Novas exigências do candidato do PL

Durante campanha em Guarulhos, na região Metropolitana de São Paulo, Flávio afirmou que a liberação dos dados de Lula seria insuficiente e apresentou sua própria autorização ao TSE, abrangendo os últimos 20 anos e quatro empresas das quais é sócio. Contudo, o parlamentar exigiu que o adversário também abra informações de seus filhos, do Instituto Lula e de pessoas próximas desde 2003.

Cobrança por dados de aliados e familiares

Entre as exigências do senador estão a abertura dos sigilos de Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, e de outros auxiliares que teriam utilizado telefones em nome do petista. Flávio também cobrou a divulgação de registros de reuniões com Daniel Vorcaro, informações sobre voos, além dos dados do ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, de Roberta Luchsinger, de Edson Claro, de Frei Chico — irmão de Lula — e do Sindnapi.

“Agora segura aí marginal. Você não tem celular. Sabe quem recebe as ligações por você? O Marcola. O Lula tem o Marcola do lado dele. É esse Marcola que abria as portas pro Lulinha, o filho dele, fazer negócios em todos os ministérios. Então eu abro meu sigilo do telefone sim, mas o Marcola tem que abrir o dele, concorda?”, disse Flávio.

“Pra eu abrir meu sigilo, você [Lula] vai abrir o sigilo do Instituto Lula. E tem mais uma condição: você vai abrir o sigilo do seu cartão corporativo e da Janja”, afirmou.

A expectativa é que o tema volte ao centro das discussões durante o debate da próxima sexta-feira (23), promovido pela TV Globo, em meio a um cenário de disputa acirrada nas pesquisas eleitorais.

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