Em uma noite marcada por reviravoltas climáticas e disciplinares na Vila Belmiro, o Santos demonstrou poder de reação ao arrancar o empate em 1 a 1 contra o Bahia, pela 32ª rodada do Campeonato Brasileiro. O resultado heroico evitou que o adversário direto abrisse uma desvantagem de sete pontos na corrida por uma vaga na Conmebol Libertadores de 2027, mantendo acesa a esperança alvinegra a seis rodadas do término da competição.
Domínio inicial interrompido pelo temporal
A partida começou com o Peixe impondo ritmo acelerado. Sob o comando técnico de Cuca, que optou por uma escalação ofensiva reunindo Philippe Coutinho centralizado, Neymar na ponta esquerda, Everton Cebolinha na direita e Gabigol na referência, os donos da casa acumularam chances claras logo no início. Contudo, a recomposição defensiva vulnerável também permitiu descidas perigosas dos visitantes, como uma finalização perdida por Erick Pulga quase sob a trave.
O panorama mudou drasticamente aos 23 minutos da etapa inicial, quando uma tempestade castigou o gramado da Vila Belmiro. Com a drenagem ineficiente, poças d’água comprometeram a circulação da bola e anularam o jogo de aproximação santista. O Bahia soube se beneficiar do terreno pesado e inaugurou o marcador aos 38 minutos: a bola parou em um bolsão de água na entrada da grande área, permitindo que Luciano Juba finalizasse de primeira, sem chances para o goleiro Diógenes.
Punição a Neymar e virada de postura tática
No intervalo, Cuca buscou dar mais porte físico ao time para encarar a lama, substituindo Gabriel Bontempo e Philippe Coutinho por João Schmidt e Rony. No entanto, o plano sofreu um duro golpe antes mesmo do reinício da partida. Neymar reatou um desentendimento com Rodrigo Nestor e, ao tapar a boca para dirigir palavras ao rival, acabou punido com cartão vermelho direto com base na lei Vini Jr.
Com desvantagem numérica e condições impraticáveis no gramado, o Alvinegro Praiano adotou uma estratégia de bolas alçadas e muita imposição física, encurralando o Bahia em seu próprio campo.
Recompensa na raça e clássico pela frente
A postura aguerrida refletiu-se nos números: o time da casa encerrou a etapa complementar com 58% de posse de bola e realizou 15 finalizações. Empurrado pela torcida, o empate saiu nos minutos finais dos acréscimos, em cabeceio certeiro do zagueiro Luan Peres.
O ponto conquistado premia a entrega do elenco diante de múltiplos obstáculos e serve de combustível anímico para o Santos, que na próxima quarta-feira terá pela frente o clássico contra o Palmeiras.



