O Fortaleza desperdiçou uma oportunidade de ouro para se firmar nas primeiras posições da Série B. Em duelo válido pela 35ª rodada, a equipe comandada por Paulo Autuori ficou apenas no empate por 2 a 2 diante da lanterna Ponte Preta, em confronto disputado neste sábado (24). O resultado teve gosto amargo de tropeço para um time que oscila justamente no estágio mais decisivo do campeonato.
Domínio estéril e apagão relâmpago
A expectativa era de uma vitória tranquila diante de um adversário fragilizado, dono da pior campanha da competição, com apenas 14 pontos somados e uma defesa vazada 74 vezes. No entanto, o Tricolor apresentou um futebol burocrático. Mesmo acumulando cerca de 80% de posse de bola na etapa inicial e jogando em campo neutro, o controle tricolor revelou-se inofensivo e sem criatividade.
O Leão até abriu o placar com Maílton cobrando pênalti, mas a vantagem serviu apenas para expor velhas fragilidades coletivas. Em um intervalo de apenas três minutos, a Macaca aproveitou falhas na saída de bola, vulnerabilidade no jogo aéreo e desatenções nas costas dos laterais para virar a partida, punindo a passividade cearense.
Pressão desordenada e bola aérea no abafa
Após o intervalo, a postura da equipe mudou na base do ímpeto. O Fortaleza encurralou o time paulista no campo de defesa, transformando o confronto em um duelo de ataque contra defesa. Apesar do volume, faltaram lucidez e alternativas táticas para furar o ferrolho adversário, o que levou a equipe a insistir em seguidos cruzamentos na área.
A insistência deu resultado parcial quando o meia Rodriguinho conseguiu superar os defensores pelo alto e anotou o gol de empate. Embora as ausências de Lucas Sasha, Luiz Fernando e Cantillo tenham diminuído a profundidade do elenco no banco de reservas, a limitação dos desfalques não mascarou a produção coletiva insuficiente.
Atuações individuais deixam a desejar
Além dos problemas coletivos, o rendimento individual comprometeu o resultado. Nomes do setor ofensivo como Vitinho, Pedro Henrique e Chico da Costa tiveram participações apagadas, com os pontas incapazes de gerar jogadas agudas e o centroavante travando constantes duelos infrutíferos com os marcadores. Entre os suplentes acionados, somente Paulo Baya teve participação relevante no lance do segundo gol, enquanto Welliton, Lucca Prior e Nathan Fogaça pouco mudaram o ritmo do embate.
Com o placar igualado, o Tricolor do Pici permanece estacionado na 4ª posição da tabela e corre o risco de ver a distância para o G-2 aumentar, caso o Juventude supere o Náutico no encerramento da rodada. Restando apenas três rodadas para o término do campeonato, os 16 jogos de invencibilidade já não garantem tranquilidade diante de um futebol que volta a demonstrar instabilidade nos momentos capitais da luta pelo acesso.



