“Cometemos os mesmos erros”, lamenta Zé Ivaldo após derrota no Mineirão
No quinto jogo à frente do Remo, o técnico Thiago Carpini fez mudanças pontuais no ataque, manteve o meio de campo e a estrutura da defesa, promovendo “apenas” o retorno do goleiro Marcelo Rangel. O que não foi possível mudar diante do Cruzeiro foi o velho problema da equipe, presente com os três treinadores ao longo do ano: a fragilidade na bola aérea.
Cruzeiro 1 x 0 Remo | Melhores momentos | 32ª rodada | Brasileirão 2026
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O gol marcado por Fabrício Bruno, aos 49 minutos do primeiro tempo, ampliou a sequência negativa do Leão Azul para 12 jogos sem vencer na Série A. Ao final da 32ª rodada, a distância para deixar o Z-4, que hoje é de sete pontos, pode aumentar ainda mais — restando apenas seis confrontos em disputa.
Comandado pela quinta vez por Carpini, o Remo tentou algo diferente e teve uma postura que sugeria um desfecho melhor. Diante do então 4º colocado do Brasileirão, a equipe levou perigo, em especial na etapa inicial, nos pés do atacante Jajá, que voltou à titularidade após um mês.
Jajá, do Remo, em partida contra o Cruzeiro, pelo Campeonato Brasileiro.
REUTERS/Tiago Trindade
Veja a escalação do Remo
Marcelo Rangel; Marcelinho, Marllon, Zé Ivaldo e Marlon Matheus; Zé Welison, Patrick e Zé Ricardo; Galeano, Jajá e Eduardo Melo.
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No geral, a partida foi equilibrada na posse de bola (51% a 49%) e no número de finalizações (7 a 9). Das cinco chegadas do Remo no primeiro tempo, dos pés de Jajá saíram as melhores oportunidades, uma delas resultando em chute defendido pelo goleiro Otávio que explodiu na trave.
Defensivamente, o Remo se portava bem. O atacante Galeano, aberto pela direita, auxiliou Marcelinho na marcação pelo corredor. A dupla de zaga, sobretudo Zé Ivaldo, conseguia controlar as investidas celestes, enquanto o meio-campo, com Patrick e Zé Ricardo (ou Zé Welison), preenchia bem os espaços.
Cruzeiro x Remo; Arroyo disputa a bola com Patrick
Gilson Lobo/AGIF
Tudo parecia sob controle até que, aos 49 minutos, o Cruzeiro conseguiu um escanteio. Na cobrança de Matheus Pereira, pelo menos três jogadores azulinos apenas acompanharam a trajetória da bola. Livre e observado à distância pelo lateral Marlon, o zagueiro Fabrício Bruno subiu com tranquilidade e cabeceou no canto de Marcelo Rangel.
No segundo tempo, Carpini promoveu mudanças com as entradas de Picco, Vitor Bueno e David Braga, além dos jovens da base Tico e Andrés González (este estreando na elite) que entraram já no fim. As alterações, porém, não acenderam uma etapa final de pouco brilho, que registrou apenas cinco finalizações no total (sendo duas do Leão).
Com o colombiano Juan Carlos Osorio, o Remo já sofria pelo alto — a exemplo do empate em 3 a 3 com o Atlético-MG, quando cedeu dois gols desse modo. No segundo turno, sob o comando de Léo Condé, a derrota por 2 a 1 para o Mirassol veio com dois gols idênticos de bola parada. Nesta sexta-feira, agora com Thiago Carpini, o roteiro se repetiu contra a Raposa.
São apenas três retratos de uma deficiência crônica que rende debates e análises, mas segue sem correção prática dentro de campo. Tão distante de uma solução quanto a bola aérea é a permanência na Série A: com apenas 18 pontos em jogo e sete de desvantagem para tirar, a conta matemática do Remo fica a cada rodada mais dramática.



