Uma sequência alarmante de 14 mortes violentas em apenas 48 dias tem mobilizado as autoridades de segurança pública na capital paulista. Vítimas com marcas de extrema violência, incluindo corpos esquartejados, decapitados e abandonados em sacos plásticos ou cobertores, foram localizadas em diversas regiões da cidade, acendendo um alerta sobre a escalada da criminalidade.
Novas ocorrências e confronto com a polícia
A descoberta de mais vítimas ocorreu quando um cadáver foi localizado às margens do rio Tietê, na zona oeste, enquanto outro corpo apareceu nas proximidades de um mercado na zona leste. No dia anterior, um homem morreu durante um confronto com a Polícia Militar no Parque Novo Mundo, zona norte, após agentes flagrarem suspeitos manuseando sacolas com partes humanas, incluindo a cabeça de uma mulher esquartejada. Na mesma data, um corpo em avançado estado de decomposição foi achado em uma área de mata no Tremembé.
Apuração sobre o tribunal do crime
Diante da brutalidade dos casos, o Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa atua para esclarecer a autoria e a motivação dos crimes. A Polícia Civil analisa a possível conexão entre os homicídios e a atuação de organizações criminosas em julgamentos clandestinos. Contudo, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo informou que não há elementos que permitam concluir que os crimes tenham sido cometidos por um único autor ou que exista um serial killer atuando na capital.
Cronologia dos crimes na capital
A série de ocorrências teve início em 5 de setembro, quando garis encontraram um corpo amarrado no Jabaquara. Ao longo das semanas seguintes, cenários semelhantes se repetiram em bairros como Vila Chuca, Jaçanã, Vila Andrade, Rio Pequeno e Jardim São Luís, onde uma cabeça humana foi achada em uma praça, com o restante do corpo localizado posteriormente em Itapecerica da Serra. Outros registros macabros se estenderam até meados de outubro, somando dezenas de investigações em aberto na Delegacia de Homicídios.
As autoridades continuam realizando exames no Instituto Médico Legal para identificar os corpos restantes e determinar se o padrão de desova indica uma ação coordenada pelo crime organizado na Região Metropolitana.



