domingo, 8 de novembro de 2026
Esportes

Guarani corta gastos e planeja folha salarial abaixo de R$ 1 milhão para 2027

Clube paulista enfrenta crise financeira, salários atrasados e busca renegociar contratos de jogadores para a disputa da Série C.

Guarani quer reduzir folha salarial e mira novo teto para elenco em 2027

Após falhar na tentativa de retornar à segunda divisão nacional pelo segundo ano seguido, o Guarani iniciou um rigoroso processo de reestruturação financeira com foco na montagem do grupo para mais uma disputa da Série C. A principal meta da cúpula diretiva é enxugar drasticamente os investimentos no departamento de futebol profissional.

Novo teto salarial e crise financeira

Durante a última temporada, a folha de pagamento do Bugre figurou entre as mais caras da terceira divisão, superando a marca de R$ 1 milhão mensais. Para o próximo ano, a diretoria estabeleceu como objetivo fixar os gastos em um patamar inferior a essa quantia, reduzindo o volume de despesas registrado nos últimos dois anos.

Essa readequação orçamentária seguirá rigorosamente mesmo se houver avanço na transição para o modelo de Sociedade Anônima do Futebol. A oferta formulada pelo empresário Roberto Graziano será submetida à votação dos associados no dia 19 de novembro. Contudo, uma eventual mudança na administração não assegura a injeção de verbas para quitar passivos anteriores, já que o investidor não assumirá as dívidas acumuladas.

Salários atrasados e renegociação de contratos

O clube campineiro lida com pendências financeiras desde o mês de julho, sem previsão exata para a regularização dos vencimentos do plantel após a eliminação no campeonato nacional. Para contornar o cenário de instabilidade, a gestão avalia reestruturar acordos com atletas que fazem parte do planejamento esportivo. O meia João Paulo, por exemplo, recebeu uma proposta para seguir no estádio Brinco de Ouro mediante uma redução no salário fixo acompanhada de metas de produtividade.

A situação do goleiro Caíque França

Entre os casos que refletem o impacto da crise está o do goleiro Caíque França. Atualmente emprestado ao Ceará até o término da segunda divisão e com vínculo válido até o final de 2027, o jogador tem futuro indefinido em Campinas devido ao alto custo mensal. Embora seja titular absoluto e dono de uma das maiores remunerações do grupo, a diretoria não descarta negociá-lo unicamente por motivos orçamentários, visto que ele também é afetado pelos atrasos salariais e atrai interesse de outras equipes.

Diante da incerteza sobre a permanência de Caíque, a cúpula alviverde se antecipou e estendeu o vínculo de Matheus Claus, que possui vencimentos mais modestos. Além disso, o jovem Fred Conte foi mantido no grupo após a recusa de uma proposta de empréstimo do Marília, garantindo alternativas para a comissão técnica na próxima temporada.

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