O Atlético-MG deixou escapar a vaga na final da Copa do Brasil e a classificação direta para a Libertadores ao empatar por 1 a 1 com o Grêmio na Arena MRV. Diante de 42.922 torcedores, o time mineiro não conseguiu reverter a derrota por 2 a 0 sofrida no jogo de ida, em Porto Alegre, culminando em uma eliminação dolorosa na competição nacional.
Problemas de planejamento e desfalques no elenco
As limitações do grupo atleticano pesaram ao longo do confronto decisivo. O técnico Eduardo Domínguez enfrentou sérios problemas com lesões na referência do ataque. Sem poder contar com Reinier, lesionado no clássico contra o Cruzeiro, o treinador precisou improvisar o meio-campista Victor Hugo no jogo de ida. Outros pilares, como Fred e Ruan Tressoldi, também desfalcaram a equipe na primeira partida.
Para o duelo de volta, embora atletas como Cassierra, Fred e Ruan tenham sido liberados pelo departamento médico, nenhum deles começou entre os titulares. Na tentativa de suprir a carência ofensiva, Domínguez escalou Igor Gomes improvisado como referência no ataque, acompanhado por Alan Minda e Cuello, mas a estratégia não surtiu o efeito desejado.
Reação frustrada e o gol decisivo do grêmio
Empurrado por sua torcida na “rua de fogo”, o Atlético iniciou a partida pressionando e abriu o placar aos 26 minutos com Renan Lodi. No entanto, mesmo lutando contra o rebaixamento no campeonato nacional, o Grêmio aproveitou sua oportunidade com eficiência. Carlos Vinícius subiu de cabeça entre a zaga atleticana e igualou o marcador, desestabilizando os donos da casa.
Mudanças tardias e impacto da chuva
No segundo tempo, o treinador atleticano promoveu a entrada de Fred e Dudu, mas o ritmo da equipe já havia caído. A forte chuva que desabou sobre o gramado também prejudicou a dinâmica das jogadas. Mais tarde, a entrada de Cassierra aconteceu sem o ritmo ideal de jogo, enquanto o time esbarrava na sólida defesa gaúcha e nas defesas do goleiro Weverton.
Com o apito final, a torcida deixou a Arena MRV cabisbaixa, evidenciando o planejamento falho e a escassez de alternativas no banco de reservas. “O Galo pagou por uma fragilidade do seu elenco”, avalia Carol | A Voz da Torcida. Sem a vaga na Libertadores via Copa do Brasil, a equipe mineira agora precisa buscar o título da Copa Sul-Americana ou contar com uma ampliação do G-4 para garantir seu lugar no torneio continental no próximo ano.




