O Senado do Paraguai aprovou por unanimidade, com 44 votos a favor, o impeachment de Santiago Peña, após uma crise política que culminou em sua saída do poder e em um pedido de prisão preventiva emitido pelo Ministério Público do país vizinho.
Renúncia rejeitada e o futuro político
A decisão do Congresso ocorreu mesmo após o líder paraguaio anunciar sua renúncia em meio a um escândalo envolvendo o Ueno Bank, instituição financeira ligada a antigos sócios do chefe de Estado. O objetivo de sua saída era evitar que o processo seguisse adiante, o que lhe garantiria o cargo de senador vitalício, com direito a imunidade parlamentar e participação nos debates, sem direito a voto. Como o Congresso ignorou o pedido e manteve o julgamento, Peña fica exposto a possíveis processos judiciais.
Em uma publicação feita nas redes sociais para se despedir do cargo, o ex-mandatário declarou: “Presenté mi renúncia para evitar más daño al país y contribuir a devolverle la tranquilidad al Paraguay. No quiero que mi presencia sea motivo de mayor división o instabilidade. Mi responsabilidad es poner al país por encima de mi destino personal.Hoy nos toca unirnos como…”.
Ausência na audiência e apelo à unidade
O político não compareceu à audiência do seu julgamento político, enviando apenas sua defesa jurídica para representá-lo. Em outro trecho de sua manifestação pública de despedida, ele reforçou a necessidade de união nacional diante da instabilidade institucional enfrentada pelo território paraguaio.
“Me despeço com gratidão, sem desconhecer a angústia de quem hoje espera respostas. É o momento de unir esforço para reconstruir a institucionadidade e atender, com feito e responsabilidades, a quem está afetado”, afirmou.
Sucessão presidencial no país
Com o afastamento definitivo de Peña, a chefia do Poder Executivo passa imediatamente para as mãos do vice-presidente da República, Pedro Alliana. Ele deve assumir o comando do governo em breve para concluir o restante do mandato constitucional vigente.
Nascido na cidade de Pilar e com forte atuação pelo governista Partido Colorado, Alliana formou chapa com Peña nas eleições gerais realizadas em 30 de abril de 2023, quando a dupla saiu vitoriosa do pleito com 42,74% dos votos válidos.




