sexta-feira, 23 de outubro de 2026
Brasil

João Amoêdo anuncia apoio a Lula e rejeita possível candidatura de Flávio Bolsonaro

Ex-dirigente do partido Novo criticou duramente o clã Bolsonaro e classificou o cenário eleitoral atual como motivo de frustração

Amoêdo declara apoio a Lula: ‘Entre irritação e o risco de um governo Bolsonaro, fico com a primeira’

O ex-presidente do partido Novo João Amoêdo declarou nesta sexta-feira (23) que prefere um novo mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a correr os riscos associados a uma eventual gestão do senador Flávio Bolsonaro (PL) na presidência da República.

Críticas ao cenário eleitoral e polarização

Através de publicações em suas redes sociais, o político manifestou descontentamento com a repetição da disputa entre petistas e bolsonaristas no pleito. O ex-candidato presidencial lamentou o panorama político atual e destacou seu sentimento de descontentamento com os rumos do país.

“No domingo iremos, pela terceira vez consecutiva, decidir entre o petismo e o bolsonarismo. A minha sensação como cidadão é de frustração e preocupação”, disse o político na internet, acrescentando: “Serei oposição a qualquer um dos dois que vier a ser eleito, mas, entre a irritação com um novo governo Lula e o risco que representa um governo Bolsonaro, fico com a primeira opção”.

Avaliação sobre as gestões em disputa

Amoêdo fez restrições ao histórico petista, afirmando que Lula “errou do início ao fim” de sua administração passada. No entanto, o economista disparou críticas ainda mais severas contra o parlamentar aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Para o ex-dirigente partidário, Flávio não possui qualificações para o cargo máximo da nação. “Falta postura, credibilidade e competência”, pontuou, resgatando acusações contra o senador: “É conhecido apenas pelo sobrenome e pelo envolvimento em inúmeros casos suspeitos: rachadinha, lavagem de dinheiro, proximidade com membros da milícia e com golpistas”.

Riscos institucionais apontados

O membro fundador da legenda liberal também argumentou que a principal motivação de um hipotético governo de Flávio Bolsonaro seria a concessão de perdão judicial ao seu pai, além de apontar que o parlamentar estaria cercado por “conhecidos oportunistas”.

Por fim, Amoêdo afirmou que Lula, se eleito, terá seu último mandato sem sucessor definido e Flávio deve comandar com facilidade com a Câmara e o Senado alinhados a ele. “Alternativas totalmente distintas para quem anseia por renovação em 2030 e teme a perpetuação de uma família no poder”, completou.

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