Um voo comercial operado pela Latam com destino ao Aeroporto de Congonhas, na capital paulista, precisou ser cancelado na noite da última quinta-feira (22). A aeronave estava no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, localizado em Confins, na Região Metropolitana da capital mineira, quando o alerta foi emitido devido a uma suposta ameaça de explosivo.
Descoberta de bilhete e protocolo de segurança
A situação veio à tona depois que funcionários identificaram um recado com ameaça nas dependências do banheiro do avião. Diante do achado, o protocolo de emergência foi acionado imediatamente. A Polícia Federal (PF) foi mobilizada para realizar uma varredura completa no interior da aeronave, mas após todas as vistorias necessárias, a possibilidade de um ataque real foi descartada pelas autoridades.
O voo LA3045 tinha horário de saída programado para as 20h25, contudo, a aeronave permaneceu imobilizada no pátio do terminal mineiro por aproximadamente cinco horas enquanto os procedimentos de checagem eram executados.
Posicionamento das empresas envolvidas
Em nota oficial, a concessionária BH Airport, responsável pela gestão do aeroporto, declarou que ativou todas as diretrizes de segurança previstas no plano de emergência do terminal, além de contatar os órgãos competentes.
Por sua vez, a companhia aérea responsável pelo transporte confirmou que pediu ajuda policial antes mesmo de o avião levantar voo. “A companhia reforça que a segurança é um valor inegociável em todas as suas atividades e que segue rigorosamente os mais elevados padrões internacionais para garantir uma operação segura a todos”, disse.
Fim da operação e impactos
Mesmo com a constatação de que o alarme era falso, a corporação policial explicou que o desfecho da ocorrência impediu a realização da viagem. “O cancelamento do voo (foi) devido a hora em que foram finalizados tais procedimentos, por questões operacionais de horários de decolagens e pousos do aeroporto”, escreveu a Polícia Federal.
Com o fim dos protocolos de checagem já na madrugada, os passageiros afetados pelo incidente precisaram receber assistência da companhia para a remarcação de seus itinerários, enquanto o caso seguiu sob monitoramento das autoridades aeroportuárias.



