sexta-feira, 6 de novembro de 2026
Esportes

Crise no Goiás: torcida cobra diretoria e revela falta de itens básicos

Manifestação pacífica na Serrinha expõe déficit financeiro de R$ 12 milhões e quatro meses de salários atrasados no elenco

Torcedor do Goiás expõe dura realidade do clube: 'Não tem manteiga, nem fornecedor de pão'

Um grupo de aproximadamente 30 torcedores esteve na sede administrativa do Goiás, na Serrinha, para realizar um protesto pacífico. O ato teve como objetivo apoiar o elenco e cobrar respostas da diretoria em razão dos salários atrasados e da grave crise financeira enfrentada pela instituição esmeraldina.

Protesto pacífico e reunião com a diretoria

Os manifestantes foram recebidos pelo presidente executivo Munir Calixto. Durante o encontro, os torcedores expressaram forte preocupação com o momento delicado do clube e relataram problemas estruturais graves que afetam diretamente o dia a dia do centro de treinamento esmeraldino.

Falta de estrutura básica no CT

Após o término da reunião, o presidente da torcida organizada Força Jovem, Iron Kioma, detalhou que a diretoria não apresentou nenhuma previsão concreta para a quitação das dívidas com atletas e colaboradores. Segundo ele, a escassez de recursos financeiros já afeta até mesmo itens essenciais da rotina diária da equipe.

“Foi o que eles tinham informado para a gente antes. Só que, no final das contas, o que nos passaram hoje é que não tem nada concreto: não tem data para pagamento de funcionários e não tem data para pagamento de jogadores. O que foi ventilado ali é que, no CT, estão faltando coisas básicas, como manteiga, fornecedor de pão. O clube hoje está literalmente às traças, não temos uma infraestrutura cabível a isso”, afirmou o torcedor.

Situação financeira e impacto no elenco

O cenário nos bastidores é alarmante. O Goiás acumula um atraso de quatro meses nos pagamentos dos jogadores, somando vencimentos registrados em carteira de trabalho e direitos de imagem. Além disso, há pendências referentes a premiações por vitórias e dois meses de salários em aberto para os funcionários internos. Estima-se que o montante total da dívida chegue perto de R$ 12 milhões.

Apesar da forte pressão e da instabilidade fora das quatro linhas, os atletas e a comissão técnica não sofreram nenhum tipo de hostilização durante a manifestação, com os protestos direcionados exclusivamente à gestão executiva. Em meio aos problemas estruturais, o time segue focado na reta final da Série B, ocupando a sétima colocação com 55 pontos, manturando-se vivo na briga pelo acesso à elite do futebol nacional antes dos confrontos decisivos contra Ponte Preta e Sport.

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