A Associação de Tênis Feminino (WTA) admitiu falha de comunicação após a repercussão de um áudio vazado envolvendo a tenista norte-americana Jessica Pegula e seu treinador, Mark Knowles, em Indian Wells, na Califórnia.
Falha na comunicação oficial
O incidente ocorreu durante as atividades preparatórias para o WTA Finals, competição que encerra o calendário reunindo as oito principais atletas do circuito mundial. A entidade reconheceu publicamente que omitiu o aviso sobre a captação de áudio nas quadras de treinamento.
– A WTA assume total responsabilidade por não ter informado nossas jogadoras e suas equipes de que os microfones, colocados para oferecer aos fãs uma transmissão ao vivo dos treinos das jogadoras, estavam ativos nas quadras do WTA Finals – disse em comunicado divulgado nesta quinta-feira (5).
Repercussão e pedido de desculpas
Diante da rápida propagação do conteúdo nas plataformas digitais, o material audiovisual foi removido do canal oficial da instituição no YouTube. Representantes da atleta esclareceram que a tenista ignorava completamente a transmissão da conversa particular e que houve contato direto com as pessoas mencionadas para retratação.
Trechos das declarações vazadas
Durante o diálogo captado pelos equipamentos, a terceira colocada do ranking mundial comentou sobre a postura em quadra da russa Mirra Andreeva, mencionando a relação com a técnica Conchita Martínez.
– Se eu fosse treinadora e minha jogadora tivesse acabado de fazer quatro games muito bons, estivesse vencendo por 4 a 0 e ficasse brava comigo, eu diria para não falar comigo daquela maneira. É uma diva e precisa que alguém a coloque no lugar – disse a tenista americana.
A conversa também registrou outras avaliações sobre o desempenho esportivo e comportamental da jovem rival:
– Perdi o respeito por ela! Acho que a Mirra é uma boa garota, mas ela precisa amadurecer – diz uma parte.
– Ela tem um saque perfeito, se move como um gato, é inteligente e antecipa muito bem os movimentos. Fisicamente, é nota dez. Se ela tivesse a mentalidade da Coco, seria melhor que a Coco – comentou.
O caso gerou debate nos bastidores do esporte sobre a privacidade dos competidores em áreas de treinamento monitoradas por novas tecnologias de transmissão.




