Um manifesto assinado por 64 bispos católicos de 21 estados brasileiros foi divulgado para debater o segundo turno das eleições presidenciais de 2026. O documento, que reúne 47 bispos, arcebispos e eméritos de diversas dioceses, alerta que a disputa eleitoral representa uma possibilidade de transformação profunda nos rumos do país, fazendo menção a períodos autoritários do século XX.
Posicionamento do episcopado e neutralidade da CNBB
O grupo representa cerca de 12,9% do episcopado nacional, considerando os 498 bispos registrados pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) em outubro de 2026. A publicação não cita nominalmente os candidatos Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), mas faz paralelos diretos com propostas e administrações anteriores. Em meio à repercussão, a CNBB reforçou a defesa do Estado Democrático de Direito e do respeito ao resultado das urnas, sem emitir parecer específico sobre o texto dos religiosos.
Críticas a propostas econômicas e ambientais
No documento, os religiosos argumentam que uma das candidaturas coloca em risco preceitos da Doutrina Social da Igreja. Entre os pontos destacados estão o acesso a armamentos, a condução de políticas ecológicas e o posicionamento frente aos direitos trabalhistas e sociais. O texto aponta que o cenário é grave e exige tomada de posição dos fiéis católicos para defender o bem comum e a soberania nacional.
Apelo à participação no pleito
A manifestação conclui convocando os eleitores a participarem do pleito no dia 25 de outubro, utilizando os ensinamentos religiosos como diretriz para o voto. A lista de signatários inclui dezenas de autoridades eclesiásticas de várias regiões do Brasil.
A iniciativa busca orientar o eleitorado católico a ponderar suas escolhas com base nos valores humanitários e na preservação democrática, rejeitando a neutralidade diante do panorama político atual.



