quarta-feira, 4 de novembro de 2026
Brasil

Presidente do Chile confirma presença na posse de Lula e prega democracia

Declaração ocorreu no Vaticano após encontro oficial com o Papa Leão XIV nesta quarta-feira

Presidente do Chile defende democracia e diz que irá à posse de Lula

O presidente do Chile, José Antonio Kast, confirmou nesta quarta-feira (4) que comparecerá à cerimônia de posse de Luiz Inácio Lula da Silva para o seu quarto mandato no Palácio do Planalto. A declaração foi dada à imprensa após uma agenda oficial no Vaticano, onde o líder chileno foi recebido pelo Papa Leão XIV e por representantes da Santa Sé.

Diálogo e relações diplomáticas

Mesmo mantendo proximidade política com a família Bolsonaro, o mandatário chileno destacou a importância do respeito institucional e afirmou: “Nós conversamos sempre sobre a manutenção da democracia. Quando o presidente Lula ganhou a eleição, pude me comunicar sobre a relação entre os dois países”. Ele ainda classificou o vínculo bilateral como sendo uma “relação muito boa, permanente e estável”.

Contato após o segundo turno

O chefe de Estado do Chile relembrou o contato telefônico feito com o petista logo após o encerramento do pleito no último dia 25. Na época, publicou mensagens destacando que “Chile e Brasil têm muito futuro em comum e seguiremos trabalhando por uma agenda que potencialize as relações entre nosso países em integração econômica e combate ao crime organizado na região”, reforçando a cooperação mútua.

Agenda oficial e compromissos

Sobre a confirmação da viagem ao Brasil, o presidente reforçou o compromisso assumido anteriormente: “Tive a possibilidade de cumprimentar o presidente reeleito Lula, falamos com ele, e vamos estar também na sua posse, em 5 de janeiro”, declarou durante sua passagem pela Europa.

Historicamente, a relação entre os governos passou por momentos de ajuste. Em março, uma viagem planejada por Lula foi cancelada após a confirmação da presença do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na posse chilena, episódio que levou o governo do país vizinho a esclarecer que não havia preferência político-partidária na condução de sua diplomacia.

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