O senador Rogério Marinho (PL-RN) confirmou perante aliados de legenda que disputará a presidência do Senado Federal. Durante o encontro, o parlamentar enviou um recado direto ao Palácio do Planalto ao afirmar que a Casa legislativa adotará rigor na fiscalização do cumprimento das leis.
Críticas ao governo e projeção de votos
Durante a reunião com parlamentares do partido, Marinho direcionou ataques nominais ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O senador classificou o atual chefe do Executivo federal como um “Robin Hood às avessas, que dá com uma mão e tira com a outra”.
Confiante no pleito interno, o candidato assegurou contar com o apoio de mais de 40 parlamentares neste momento. Na ocasião, ele também direcionou críticas ao atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), apontando que o adversário buscará assegurar votos recorrendo a “recursos e verbas”.
Posicionamento sobre a lei e o Planalto
O senador potiguar destacou que sua gestão à frente da mesa diretora não tolerará infrações à legislação financeira, fator que pode culminar em um processo de impedimento presidencial.
“Seremos um presidente que, apoio do povo, faremos cumprir a Constituição … Se a lei de responsabilidade for descumprida, não seremos omissos, cumpriremos a lei”, declarou o senador Rogério Marinho (PL-RN).
Relação com o Executivo e oposição
Apesar das críticas, o candidato do PL afastou a hipótese de adotar uma postura de obstrução sistemática contra a gestão federal caso saia vitorioso na disputa interna.
“Se Deus quiser, seremos presidente do Congresso. Respeitarei dissidência, porque somos democratas e queremos diálogo”, afirmou. O parlamentar complementou: “Não seremos inconsequentes, não paralisaremos governo”, garantindo que propostas benéficas enviadas pelo Executivo receberão aval do plenário.
Ainda durante o encontro, o político criticou a articulação digital governista liderada por André Janones, rotulando o grupo de “Exército de mentira”. Emocionado, Marinho também comentou o revés eleitoral de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), alegando, sem apresentar evidências, que o colega lidou com uma “Polícia Federal aparelhada”.




