O Avaí vive um momento de forte instabilidade nos bastidores após a derrota sofrida diante do Náutico. Os jogadores do elenco profissional decidiram cruzar os braços nesta quarta-feira e não participaram da atividade física programada para as 10h, em sinal de protesto contra os salários atrasados no clube catarinense.
Crise financeira nos bastidores da Ressacada
A paralisação foi decidida pelos atletas logo após a reapresentação oficial na terça-feira. Conforme apuração realizada internamente, tanto os jogadores quanto os funcionários da instituição acumulam atualmente três meses de vencimentos pendentes, agravando o clima de insatisfação no CFA da Ressacada.
Posicionamentos da diretoria e da comissão técnica
Questionado sobre o cenário econômico do Leão durante entrevista coletiva concedida na terça-feira, o presidente Bernardo Pessi evitou entrar em detalhes e justificou a falta de transparência com base nas normativas vigentes.
— Eu não posso, infelizmente, transmitir informações em relação a salário e questão financeira, em razão pelas regras que o clube está submetido e as consequências que podemos sofrer. Peço desculpas, mas estou buscando fazer uma defesa da instituição como um todo.
Situação delicada da comissão
Enquanto a cúpula administrativa adota cautela, a comissão técnica lida abertamente com o problema. O técnico interino e coordenador técnico Marquinhos Santos admitiu publicamente que também enfrenta dificuldades financeiras e revelou recentemente que está há cinco meses sem receber seus pagamentos.
Apesar da crise e da situação delicada na tabela, o time permanece matematicamente vivo na Série B. O próximo compromisso do Leão será contra o São Bernardo, marcado para o dia 7 de novembro, às 16h, no estádio da Ressacada, seguido por um duelo contra o América-MG no Independência.




