quarta-feira, 4 de novembro de 2026
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Democrata vence eleição histórica na Carolina do Sul e derrota candidata de Trump

Pediatra quebra um jejum de 28 anos para o partido no estado e se torna a primeira mulher a representar o território no Senado dos EUA.

Democrata derrota candidata apoiada por Trump e vence eleição histórica na Carolina do Sul

A democrata Annie Andrews conquistou a vitória na disputa pelo Senado dos Estados Unidos na Carolina do Sul nesta terça-feira (3), colocando fim a um jejum de 28 anos sem triunfos de seu partido no território. Alcançando 50,6% dos votos, Andrews superou a republicana Darline Graham, que obteve 47,2% e contava com o importante respaldo do presidente Donald Trump.

Quebra de hegemonia e pioneirismo feminino

O desfecho marca uma reviravolta significativa no panorama político da Carolina do Sul, reduto tradicionalmente alinhado aos republicanos. Com o resultado, Andrews faz história ao se tornar a primeira mulher eleita para representar o estado no Senado americano. O último democrata a triunfar em uma eleição para a Casa havia sido Fritz Hollings, que garantiu a reeleição em 1998 após ter conquistado seu mandato em 1992.

Plataforma focada em saúde e custo de vida

Com 45 anos de idade, a pediatra já havia tentado uma vaga na Câmara dos Representantes em 2022, mas acabou derrotada pela republicana Nancy Mace. Durante a campanha deste ano, a candidata democrata direcionou seus esforços para propostas voltadas à expansão do acesso aos serviços de saúde e à diminuição do custo de vida, pautas que ganharam tração entre os postulantes de sua legenda nas disputas de meio de mandato.

A trajetória e a campanha da adversária

A republicana Darline Graham, de 62 anos, havia assumido uma vaga no Senado em julho, logo após o falecimento de seu irmão, Lindsey Graham, que ocupava o cargo pelo estado desde 2003. Ela foi indicada pelo governador republicano Henry McMaster para encerrar o mandato e, na sequência, saiu vitoriosa nas primárias de seu partido para concorrer ao pleito.

Antes de ingressar no Congresso, ela atuou em agências estaduais, embora não acumulasse vivência em funções eletivas. Ao longo da corrida eleitoral, contou com o endosso de Trump e defendeu pautas conservadoras voltadas para o controle de armas, o aborto e a política de imigração.

O triunfo de Andrews arrebata dos republicanos um assento que a legenda conservadora detinha por quase três décadas. Além disso, o êxito fortalece a presença democrata no Senado, refletindo um pleito assinalado por reveses para nomes endossados pelo chefe de Estado americano.

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