De olho nas eleições do Santos previstas para o início de dezembro, o candidato à presidência Maurício Maruca visitou São José do Rio Preto durante o feriado de Finados para inspecionar a estrutura do estádio Benedito Teixeira, o Teixeirão. Acompanhado por seu candidato a vice-presidente, Rodrigo Marino, o político avaliou a possibilidade de firmar uma cooperação com o América para mandar partidas oficiais da equipe da Baixada Santista no interior paulista, aproximando o clube de sua torcida na região.
Parceria estratégica e intercâmbio de atletas
Além da realização de confrontos oficiais fora do litoral, o planejamento estratégico prevê uma colaboração mútua no desenvolvimento e na captação de novos talentos para o futebol. A proposta consiste em utilizar a praça esportiva rio-pretense e criar um intercâmbio direto para ceder jogadores que concluem a categoria sub-20, mas ainda não possuem espaço garantido no elenco principal santista.
“Eu acho que o Santos tem que ter um convênio com o América para trazer o Santos mais para os torcedores do interior de São Paulo. O Santos está muito escondido na região de Santos. A gente veio aqui justamente para fazer isso. Terminando a eleição, se a gente ganhar, vamos fazer um acordo formal com o América para vir jogar aqui”, afirmou Maruca.
Logística e infraestrutura aprovadas
O candidato destacou que a cidade oferece plenas condições logísticas, contando com aeroporto, ampla rede hoteleira e proximidade com rodovias importantes. Segundo sua avaliação, os investimentos recentes feitos pela diretoria do América no gramado e nos vestiários viabilizam totalmente a utilização do local, o que também traria impactos positivos para a economia local nos setores de hotelaria, alimentação e serviços.
“Condições tem. O que falta é vontade atualmente. A estrutura que a cidade oferece vai além do Teixeirão. Temos aeroporto, hotéis e espaços que podem ser aproveitados pelo time”, declarou.
Desenvolvimento e valorização financeira
A formulação do projeto visa fortalecer ambas as instituições no cenário esportivo e econômico através do amadurecimento tardio de atletas em transição para o profissionalismo.
“Às vezes, com 20 anos, o jogador ainda não terminou de amadurecer. Mas, com 22 ou 23, pode estar pronto. Acabou o espaço dele no Santos, não está pronto, vem para o América, passa dois anos aqui, ajuda o América, termina de amadurecer e pode voltar ao Santos”, explicou.
“Se você quer reconstruir os dois times, precisa de dinheiro. Jogadores que forem revelados em conjunto vão trazer frutos financeiros para o Santos e para o América”, afirmou.
Questionado sobre um eventual confronto direto entre os clubes, Maruca descartou qualquer impacto negativo na rivalidade esportiva: “Vai ser um adversário, não um inimigo. Vai ser adversário de um jogo, de dois jogos. O futebol é desse jeito”.
Propostas de gestão e o cenário eleitoral
Disputando o cargo máximo do clube pela segunda vez consecutiva após ficar em segundo lugar no pleito de 2023, Maruca concorre contra Wladimir Mattos, José Renato Quaresma e Ivan Luduvice. O plano de governo da chapa prioriza a recuperação financeira, a reestruturação institucional e a profissionalização completa da administração alvinegra.
“Contratar uma auditoria de peso. Isso vai fazer toda a diferença”, declarou sobre sua primeira medida administrativa caso seja eleito.
“Profissionalização completa do clube. De ponta a ponta. Só profissionais trabalhando no clube. Chega de diretor estatutário, chega de amigo do amigo, do primo, do vizinho. A falta de profissionalismo levou ao que o clube está sofrendo hoje”, afirmou.
Por fim, o candidato reforçou que a força histórica do clube na formação de atletas permanece intacta e deve continuar servindo como alicerce para o futuro institucional. “O Santos é uma fábrica de jogadores, sempre foi. É um nome que passa na cabeça de todo jogador que inicia no futebol, porque sabe que no Santos vai acabar jogando no time principal. É o time que mais coloca jovens da sua base para jogar”, concluiu.




