Apontado pela Polícia Civil como o autor do assassinato de Elizângela Aparecida Matheus, de 51 anos, em São José do Rio Preto, Hiago Moreira Schnornberger, de 32 anos, já carrega em seu histórico a confissão de outro crime violento contra uma mulher, cometido há quase uma década no interior paulista.
Ataque na frente da filha e fuga
O feminicídio recente ocorreu dentro da residência da família, localizada no bairro Parque da Cidadania, na região norte de Rio Preto. Segundo o registro policial, a vítima foi atingida por três facadas — sendo duas na altura do coração e uma no pulmão esquerdo. Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) tentou manobras de reanimação, mas o óbito foi confirmado no local, por volta das 17h45.
A agressão foi presenciada pela filha de Elizângela, uma adolescente de 15 anos, que indicou o padrasto aos policiais militares que atenderam a ocorrência. Conforme apurado no boletim de ocorrência, a relação entre os dois durava cerca de sete meses, com casamento formalizado havia apenas um mês e meio. O convívio era marcado por conflitos frequentes e Elizângela pretendia se separar.
Após cometer o crime, Schnornberger fugiu e permanece na condição de foragido. A autoridade policial formalizou o pedido de prisão preventiva contra ele.
Assassinato de ex-namorada em Pitangueiras
O passado do suspeito revela um episódio similar registrado em dezembro de 2016. Na época, com 22 anos, ele compareceu a uma delegacia para confessar a morte da então namorada, Fernanda Aparecida da Silva, de 18 anos, na cidade de Pitangueiras, a cerca de 145 quilômetros de Rio Preto.
Naquela ocasião, a jovem havia desaparecido após aceitar um convite de Schnornberger para acampar. Durante o passeio, houve uma discussão e ele a golpeou fatalmente no tórax com uma faca. Após a família acionar as autoridades pelo sumiço de Fernanda, o jovem se entregou e conduziu os agentes até a área de mata onde havia ocultado o corpo.
Situação judicial e repercussão familiar
Por ter se apresentado espontaneamente e fora do período de flagrante delito, Schnornberger não ficou preso de imediato em 2016. Contudo, registros do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) apontam a emissão de um mandado de prisão temporária em março de 2017 dentro desse processo, que corre sob segredo de justiça.
À época do primeiro assassinato, o pai do rapaz se manifestou estarrecido com o caso e defendeu que o próprio filho deveria prestar contas à Justiça pelos atos cometidos.
Enquanto as buscas pelo suspeito prosseguem, familiares de Elizângela programaram o sepultamento da vítima para a sexta-feira, no Cemitério São João Batista, em Rio Preto.



