O Estudiantes de La Plata garantiu vaga na grande decisão da Copa Libertadores da América após eliminar o Flamengo em pleno Maracanã, em uma partida dramática decidida nas cobranças de pênaltis por 3 a 2, após novo empate sem gols. Com o resultado, a equipe argentina avançou para enfrentar o Palmeiras na final do torneio continental.
Recital tático no Maracanã
Em solo carioca, os argentinos deram uma verdadeira aula de como disputar a competição sul-americana. Tecnicamente inferior ao adversário, o time comandado por Cacique Medina conseguiu anular completamente o poderio ofensivo rubro-negro, repetindo a solidez defensiva já demonstrada no confronto de ida.
Posse de bola infrutífera e brilho nos pênaltis
Mesmo com a vantagem numérica em campo durante boa parte do duelo, a equipe brasileira acumulou mais de 600 passes trocados, mas sem efetividade real. Nas penalidades, o goleiro Fernando Muslera brilhou ao defender três cobranças, sacramentando a classificação heroica dos visitantes.
A mística da escola argentina
Fiel à sua tradicional identidade defensiva inspirada por eras passadas, o clube de La Plata neutralizou o favoritismo financeiro rival. Para o jornalista Mansur, a avaliação sobre o desempenho é direta: “Flamengo jogou mal nas duas partidas”, analisa Mansur sobre eliminação no Maracanã.
Com essa classificação heroica, o Estudiantes quebra a hegemonia projetada pela dupla brasileira e mantém viva a essência competitiva do futebol sul-americano, provando que a mística e a organização coletiva ainda pesam decisivamente em noites de Copa Libertadores.



