Após enfrentar um início de ano abaixo das expectativas na Fórmula 1, o piloto Max Verstappen vive um momento de retomada na categoria e acumulou pódios nas últimas cinco etapas, incluindo vitórias consecutivas nos grandes prêmios do Bahrein, da Malásia e de Singapura. Em entrevista coletiva antes do Grande Prêmio dos Estados Unidos, o tetracampeão foi questionado sobre quando sentiu, de fato, a melhora do RB22, carro da Red Bull nesta temporada, e revelou que só teve a confirmação da evolução com os triunfos da equipe.
Os desafios e a superação da Red Bull
O holandês destacou a importância da resiliência do time austríaco durante as dificuldades enfrentadas ao longo do campeonato. Segundo o piloto, a equipe precisou trabalhar intensa e continuamente para compreender e eliminar as falhas do monoposto o mais rápido possível, superando problemas de complexidades variadas até retornar ao topo do pódio.
– Para ser honesto com você, até realmente vencer, é sempre muito difícil de definir. Eu cheguei perto (de ganhar) algumas vezes, mas sempre senti que ainda faltava aquela parte final para realmente buscar a vitória, mas acho que é mais importante que você não desista como equipe, na minha opinião – declarou o holandês.
– Claro, para ser honesto, foi isso que nós fizemos. Continuamos trabalhando, tentando entender os nossos problemas para que pudéssemos nos livrar deles o mais rápido possível. Alguns são mais complicados do que outros, mas pelo menos fomos capazes de vencer – completou.
O diagnóstico do RB22 e as atualizações
Diferente do ano passado, quando a Red Bull lidou com crises internas e disputou o título após tirar uma grande desvantagem de pontos, os desafios atuais envolveram a introdução do novo regulamento e o desenvolvimento de uma unidade de potência própria em parceria com a Ford. Surpreendentemente, a parte de combustão do motor foi eleita pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA) a melhor do grid.
O calcanhar de Aquiles da equipe estava no chassi e na aerodinâmica. O projeto do RB22 nasceu acima do peso mínimo de 768 kg, fazendo com que o time brigasse inicialmente no pelotão intermediário. Em um momento crítico do ano, após o GP da China, Verstappen chegou a classificar o carro como perigoso:
– Terrível. É uma palavra bem curta. Não temos ritmo, o desgaste dos pneus está no teto, mesmo comparando com o (pelotão do) meio – disse.
A reviravolta na temporada
A reação começou a tomar forma com pacotes de atualizações introduzidos em etapas como Miami, Áustria e Azerbaijão, onde a equipe levou um novo assoalho, difusor e sidepods. Com melhorias significativas no equilíbrio e na redução de peso, o monoposto transformou-se em uma máquina competitiva.
– Aprendemos muito e consertamos várias das nossas fraquezas. O carro, definitivamente, pareceu muito melhor de Baku em diante. Ficou muito mais equilibrado do que no início do ano, quando às vezes era um pouco assustador de dirigir. A forma como nós conseguimos essa reviravolta e o progresso que fizemos nesse ano torna isso muito mais legal – concluiu Verstappen.
Com o bom desempenho recente, que inclui 112 pontos somados desde o fim da pausa de verão europeu — ficando atrás apenas de Kimi Antonelli no período —, a Red Bull encerra o ano com expectativas elevadas e confiança renovada para a disputa do campeonato de 2027.



