A confirmação de que o Náutico seguirá disputando a Série B do Campeonato Brasileiro em 2027 teve um peso emocional gigante para a comissão técnica. Com o triunfo por 1 a 0 sobre o Avaí jogando nos Aflitos, a equipe pernambucana alcançou o objetivo de escapar do rebaixamento na 36ª rodada da competição nacional.
Superação de obstáculos extracampo
Após o apito final, o técnico Bruno Pivetti valorizou muito a campanha de manutenção na divisão. Devido ao cenário adverso enfrentado ao longo dos últimos meses, o comandante não hesitou em dar uma declaração forte sobre a conquista.
“Pelas condições que nós estamos vivendo, por todas as adversidades, os obstáculos, eu considero um título. É muito pouco para o Náutico. Eu reconheço a grandeza do clube. O clube merece sempre mais. O Náutico é uma equipe de Série A, que, se estiver na B, tem que estar brigando por acesso”, afirmou.
Crise financeira e salários atrasados
O ano alvirrubro foi marcado por episódios turbulentos nos bastidores, incluindo sérios problemas econômicos e débitos de salários. Em outubro, o grupo de atletas chegou a paralisar as concentrações antes de enfrentar o Novorizontino. Além disso, o elenco adotou um silêncio com a imprensa na reta final devido ao desgaste com a alta cúpula do clube.
Na véspera da partida de salvação contra os catarinenses, o treinador já havia exposto o reflexo negativo da falta de pagamentos e cobrou soluções imediatas da diretoria para a sequência e encerramento do calendário esportivo.
“Precisamos, o quanto antes, resolver esse problema dos jogadores. Acredito que são profissionais de alto nível que temos no nosso vestiário. Sei que eles vão encarar com a máxima seriedade os dois jogos finais, mas é claro que todos têm a expectativa de ter a vida financeira resolvida até o final do ano.”
Impacto no vestiário e foco na reta final
O comandante revelou ainda que a instabilidade econômica interferiu diretamente no rendimento esportivo. Um exemplo citado foi a preparação para o duelo anterior contra o Juventude, quando uma promessa de pagamento que não se concretizou abalou o foco do grupo.
“Para remobilizar o grupo foi muito complicado, muito difícil. Isso afetou o nosso jogo, afetou principalmente o estado de concentração dos jogadores”, explicou.
Apesar de todas as turbulências institucionais, o apoio de cerca de 12 mil torcedores presentes nos Aflitos e a entrega dos atletas pesaram a favor. Agora, o clube busca estancar as pendências financeiras para planejar o próximo ano com mais estabilidade.




