sexta-feira, 23 de outubro de 2026
Noroeste

Morte encefálica de menino de 2 anos em Araçatuba leva investigação de homicídio

Mãe e padrasto seguem detidos após médicos apontarem que lesões graves no corpo da vítima não coincidem com a versão de queda contada por eles

Menino de 2 anos tem morte encefálica confirmada; mãe e padrasto presos podem responder por homicídio 

A morte encefálica de Micael Davi Costa de Silva, de 2 anos, foi confirmada na manhã desta quinta-feira (22.out) pela equipe médica da UTI Pediátrica da Santa Casa de Araçatuba, no interior paulista. O menino estava internado em estado gravíssimo desde a última segunda-feira (19), o que motivou uma reviravolta nas investigações conduzidas pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), que agora passa a tratar o caso como homicídio.

Investigação policial e versão contestada

O caso ganhou repercussão quando a criança deu entrada na unidade hospitalar apresentando graves lesões no crânio, comprometimento pulmonar e fraturas espalhadas por várias partes do corpo. Diante da intensidade dos traumas, os profissionais de saúde imediatamente acionaram a Polícia Militar.

No primeiro atendimento, a mãe e o padrasto alegaram que o menino teria sofrido uma queda acidental. Contudo, a equipe médica constatou que as marcas e contusões eram incompatíveis com a história contada pelos responsáveis. Com base no laudo preliminar e nos indícios coletados, a delegada responsável decretou a prisão em flagrante do casal, que inicialmente respondia por tentativa de homicídio.

Histórico de atendimentos médicos e proteção infantil

Parentes relataram que o procedimento para atestar a perda definitiva das funções cerebrais foi finalizado nas primeiras horas da manhã. Outras duas crianças que moravam no mesmo domicílio foram retiradas do local e já recebem suporte e monitoramento da rede de proteção social da cidade.

A Polícia Civil também aprofunda as apurações sobre registros anteriores de atendimento médico do menino. Em agosto, os responsáveis já haviam levado a vítima ao hospital justificando ferimentos por uma suposta queda. Em outra consulta recente, ocorrida neste mês, a criança apresentava um quadro de inchaço na região genital.

Posicionamento do hospital

Em nota oficial, a Santa Casa de Araçatuba declarou que não repassará informações detalhadas sobre o prontuário ou o estado clínico do paciente, amparando-se no sigilo médico, na legislação de proteção de dados e no andamento das diligências legais. O inquérito segue em ritmo acelerado para elucidar todos os fatos e definir a responsabilidade criminal dos envolvidos.

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