A baixa eficácia ofensiva tem custado caro ao Náutico na disputa da Série B do Campeonato Brasileiro. Após a derrota por 4 a 0 para o Juventude, o técnico Bruno Pivetti voltou a externar preocupação com o problema que persegue a equipe ao longo da temporada, ressaltando o alto número de finalizações que acabam parada na trave.
O peso das traves na campanha
O desabafo da comissão técnica tem respaldo nos números. O Náutico acumula 21 bolas na trave nesta edição da Série B, dividindo a liderança isolada deste ranking negativo com o CRB, conforme dados estatísticos levantados pelo portal ge. Esse volume de lances desperdiçados alterou diretamente o destino de pelo menos sete partidas cruciais.
“Temos criado algumas oportunidades de gol. No último jogo contra o Goiás, tivemos muita falta de eficácia ofensiva: criamos boas oportunidades, tivemos duas bolas na trave. Hoje (contra o Juventude) tivemos mais uma bola na trave. Precisamos ser o mais assertivos possível para melhorar nosso aproveitamento”, afirmou o técnico Bruno Pivetti.
Jogos perdidos no detalhe
Em um levantamento detalhado confronto a confronto, a falta de precisão custou caro. Duelos contra adversários como Goiás, Atlético-GO, Juventude e Novorizontino poderiam ter terminado com triunfos em vez de empates caso o chute final tivesse entrado. Diante do Fortaleza, uma bola na trave evitou o revés por 1 a 0, enquanto contra o Botafogo-SP o lance custou a vitória em um empate por 1 a 1.
O caso mais emblemático ocorreu no duelo contra o Ceará, onde o Timbu acertou a trave três vezes na mesma partida, que terminou em derrota por 1 a 0. Se todas essas finalizações tivessem estufado a rede, a equipe pernambucana poderia ter somado até 14 pontos a mais na tabela de classificação geral.
Volume de finalizações e baixa conversão
Apesar de criar muito, o Náutico sofre para transformar volume em gols efetivos. A equipe ostenta a segunda maior média de chutes da Série B, com 16,3 tentativas por confronto, ficando atrás apenas do CRB, que registra 19,5. Contudo, o aproveitamento é baixo: foram apenas 39 tentos marcados, posicionando o ataque apenas na 13ª colocação geral do torneio, com um índice de conversão de cerca de 6,8%.
Dados da plataforma Sofascore apontam que, das 16,3 finalizações médias por jogo, apenas 4,4 vão na direção certa, enquanto 7,6 saem pela linha de fundo e 4,2 são bloqueadas pela defesa adversária. O rendimento cai ainda mais nos chutes de longa distância: foram apenas oito gols em 242 tentativas de fora da área, índice de 3,3%, enquanto de dentro da área a conversão sobe para 9,2% com 30 tentos em 327 investidas.
Para mudar esse cenário e garantir a permanência na divisão, o Náutico entra em campo neste sábado, às 19h30, para enfrentar o Avaí em um confronto direto decisivo no estádio dos Aflitos.




