Os advogados de defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) protocolaram um pedido formal junto ao Supremo Tribunal Federal para que o político receba em sua residência a visita do senador Rogério Marinho (PL-RN). A solicitação enviada ao ministro Alexandre de Moraes estipula que o encontro entre os parlamentares ocorra entre os dias 3 e 5 de novembro.
Articulações políticas em Brasília
Enquanto a defesa aguarda a liberação judicial para o encontro, o cenário partidário segue movimentado. Na última quinta-feira (29), o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, esteve na casa do ex-presidente na capital federal para discutir os rumos da legenda e a situação política atual.
Repercussão da carta de Flávio Bolsonaro
Durante a visita à residência de Bolsonaro, Costa Neto comentou publicamente sobre a repercussão gerada pela carta publicada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no dia anterior, documento no qual o parlamentar fluminense alegava fraude nas urnas e se autoproclamava vencedor da eleição presidencial, trecho que posteriormente foi retirado pelo próprio autor em uma nova versão republicada.
Declarações da liderança partidária
Sobre a manifestação inicial de Flávio, o dirigente do partido foi direto ao pontuar a insatisfação interna na cúpula da sigla. “Lógico que ninguém concorda com isso. Queremos tocar o partido para frente. Esse é o nosso objetivo”, declarou o dirigente máximo da legenda. Ele pontuou ainda sobre o teor do encontro com o ex-presidente: “(Eu e Bolsonaro) não tocamos nesse assunto (da carta golpista). Ninguém aprovou a carta, ninguém aprova isso”.
A movimentação em torno de Rogério Marinho acontece em um momento sensível para o grupo político, uma vez que o senador potiguar atua na articulação para disputar a presidência do Senado Federal na sucessão de Davi Alcolumbre (União-AL). No entanto, os planos eleitorais do grupo sofreram impacto após os desdobramentos recentes envolvendo a família Bolsonaro.




