Uma inteligência artificial ainda inédita desenvolvida pela Anthropic conseguiu mapear falhas de segurança em plataformas populares como Windows, Linux, Safari e Chrome, utilizando esses defeitos para desenvolver códigos de invasão funcionais. A descoberta foi divulgada pelo Frontier Red Team, grupo de cibersegurança da própria companhia, por meio de um relatório oficial lançado nesta terça-feira (27).
Testes controlados em laboratório
Conforme detalhado pelos especialistas, os ataques foram montados em ambiente controlado a partir de comandos iniciais repassados ao modelo, sem qualquer registro de exploração real dessas brechas na rede mundial de computadores. Entre os testes evidenciados pela equipe, destaca-se um experimento em que o sistema conseguiu acionar a calculadora em um computador Mac com o navegador Chrome logo após o carregamento de uma página web, dispensando qualquer clique por parte do usuário.
Autonomia e atuação das empresas
O nível de independência exibido pelo software impressionou especialistas em segurança digital, visto que encadear múltiplas falhas para burlar um sistema costuma exigir alta especialização humana. Contudo, o grau exato de intervenção humana nos bastidores permanece incerto, uma vez que a empresa omitiu detalhes das etapas e a versão exata do modelo. Todas as vulnerabilidades apontadas já foram devidamente corrigidas pelas corporações afetadas, com o objetivo declarado de aprimorar a defesa digital.
Impacto no Chrome e no Safari
No software da Google, a tecnologia encadeou quatro defeitos distintos para burlar o isolamento do navegador. “Recebemos relatórios de pesquisadores utilizando inteligência artificial e trabalhamos rapidamente para blindar a plataforma antes que qualquer exploração mal-intencionada ocorresse”, destacou a equipe de segurança do Google. Já na Apple, uma brecha permitia burlar políticas de segurança para acessar dados de outras abas, sendo solucionada no final de junho. “A colaboração com pesquisadores externos e o uso de novas ferramentas de auditoria nos ajudam a antecipar cenários complexos de risco para os usuários”, pontuou a fabricante do iPhone.
Para mitigar riscos futuros, a empresa criadora do modelo defende a regulação do acesso a ferramentas cibernéticas avançadas para fortalecer equipes defensivas. Como resposta, a companhia ampliou seu programa de verificação para que órgãos governamentais e corporações utilizem tecnologias de ponta na auditoria preventiva de códigos.



