Um crime violento registrado na madrugada desta quarta-feira (28.out) chocou os moradores do bairro Porto Real I, localizado em Araçatuba, no interior de São Paulo. A vítima, identificada como Fabrício Paes de Lima, de 31 anos, foi morta a tiros na entrada da própria residência.
Atendimento e constatação do óbito
A Polícia Militar foi acionada por volta das 3h38, após receber chamados informando sobre barulhos de tiros na Rua João Ferreira dos Santos. Ao chegarem ao endereço indicado, os agentes encontraram o morador já caído junto à porta de entrada do imóvel, apresentando ferimentos graves provocados por arma de fogo.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e o Corpo de Bombeiros também enviaram equipes ao local, mas os socorristas apenas puderam confirmar o falecimento da vítima ainda na cena do crime.
Dinâmica e perícia no local
O padrasto de Fabrício, que reside em uma casa vizinha, relatou às autoridades que estava dormindo quando escutou barulhos parecidos com disparos. Ao sair para conferir a situação, deparou-se com o enteado caído na frente do domicílio, afirmando desconhecer a autoria do crime.
Laudo preliminar e vestígios
O trabalho técnico realizado pela equipe de perícia apontou, inicialmente, que o homem foi atingido por dois tiros. Um dos projéteis acertou a mão direita, transfixou a região axilar e saiu pelo tórax, enquanto o segundo atingiu a face com saída pela nuca. Curiosamente, nenhum estojo ou projétil foi localizado nas imediações durante a varredura pericial.
Investigação em andamento
A investigação policial conta com a mobilização de equipes da Polícia Civil, investigadores da Central de Polícia Judiciária e agentes da Delegacia de Investigações Criminais (Deic). Como parte das diligências, o aparelho celular da vítima foi apreendido para exame minucioso.
Os investigadores também mapearam câmeras de monitoramento na vizinhança cujos registros serão avaliados para esclarecer a dinâmica do homicídio e identificar os responsáveis. O corpo foi levado ao Instituto Médico Legal (IML) para a realização de exames necroscópicos, e até o momento nenhum suspeito foi preso.



