A entidade máxima do futebol acumulou cerca de £3,8 bilhões — o equivalente a aproximadamente US$ 5 bilhões — exclusivamente com a comercialização de bilhetes e pacotes de hospitalidade para o mundial sediado nos Estados Unidos, Canadá e México.
Fatores que impulsionaram o faturamento recorde
Esse montante expressivo representa mais de cinco vezes o obtido no Catar 2022, período em que o faturamento com entradas e hospitalidade atingiu a marca de US$ 929 milhões, cerca de £697 milhões.
Três pilares explicam o salto financeiro histórico
O crescimento drástico nos ganhos foi sustentado por três pilares fundamentais. O primeiro foi a expansão do torneio, que contou com 104 partidas — superando em 40 confrontos a edição anterior e incluindo uma fase eliminatória inédita.
Além disso, a adoção de preços dinâmicos permitiu que os valores oscilassem de acordo com a procura do público, abandonando o modelo de tabela fixa. Por fim, a introdução de uma comissão sobre revendas de cerca de 30% nas plataformas oficiais alavancou ainda mais os lucros, visto que o mercado secundário praticou tarifas muito acima do valor de face.
Críticas dos torcedores e a defesa oficial
A política de valores elevados gerou forte insatisfação entre os adeptos do esporte. A Football Supporters Association da Inglaterra chegou a classificar os preços como “escandalosos”.
Apesar da repercussão negativa, o resultado superou as próprias estimativas da entidade, impulsionando o faturamento total do ciclo para a faixa de US$ 15 bilhões.
Diante das contestações, o presidente Gianni Infantino defendeu a política comercial, lembrando que a FIFA é uma organização sem fins lucrativos. Segundo ele, a entidade gera a maior parte da receita em um único mês a cada quatro anos e reinveste o dinheiro no desenvolvimento do futebol em 211 países.




