Apesar da divulgação de um novo empate técnico no Datafolha nesta quinta-feira (22), parlamentares aliados de Flávio Bolsonaro (PL) mantêm alta expectativa e avaliam que o senador pode alcançar o dia da eleição com ao menos quatro pontos percentuais de frente sobre o presidente Lula (PT).
Cenário de empate técnico nas urnas
O levantamento estatístico mais recente traz ambos os concorrentes empatados com 50% dos votos válidos. Considerando o total de votos, Flávio pontua com 47% contra 46% do atual chefe do Executivo, configurando empate dentro da margem de erro estipulada em dois pontos para mais ou para menos.
Aposta baseada em discrepâncias passadas
Para justificar a projeção otimista, o grupo governista resgata os números do último levantamento do instituto antes do primeiro turno daquele pleito, ocasião em que Lula aparecia com 45% frente a 42% do representante do PL. Para esses parlamentares, a pesquisa repete o erro histórico de subestimar o eleitorado bolsonarista.
O argumento da bancada
O deputado Capitão Alden (PL-BA) resume o argumento que circula entre os aliados:
“O Datafolha apontava Lula na frente de Flávio às vésperas do primeiro turno. E o que aconteceu? Flávio venceu nas urnas, com mais de 2 milhões de votos de vantagem! E isso não foi previsão, foi voto contado!”
Entretanto, a suposta vantagem de quatro pontos estimada pelo bloco político não passa de uma estimativa estratégica, visto que tal conclusão não consta nos dados do instituto.
Mobilização e divergência com dados internos
Outros integrantes da base argumentam que o resultado empatado diverge das pesquisas internas consumidas pela coordenação de campanha. Como justificativa para a confiança, eles mencionam o engajamento popular nos atos do chamado “bloquinho do 22” realizados por diversas regiões do país.
Na comparação com a rodada anterior do mesmo instituto, divulgada em 15 de outubro, a disputa já demonstrava proximidade numérica: Flávio detinha 51% dos votos válidos contra 49% de Lula, também configurando empate técnico. Nos bastidores do QG bolsonarista, a ordem é aguardar para que a suposta vantagem ausente no papel se materialize na contagem oficial de domingo.



