sexta-feira, 23 de outubro de 2026
Brasil

Deputado aciona Ministério Público por suspeita de uso político na UFMT

Parlamentar também cobra do governo federal dados detalhados sobre ocorrências de tráfico de drogas no campus universitário de Cuiabá.

Medeiros aciona MP por suspeita de uso da UFMT pró-Lula e cobra dados sobre tráfico

O deputado federal Zé Medeiros (PL-MT) protocolou representações formais no Ministério Público Eleitoral para apurar um suposto desvio de finalidade na estrutura da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). O parlamentar quer que sejam investigados indícios de utilização da instituição em favor da candidatura de Lula (PT).

Paralisação das aulas e atos políticos

As contestações enviadas ao órgão ministerial focam na paralisação das atividades acadêmicas que ocorreu entre os dias 23 e 26 de outubro. A representação exige investigação sobre a possível participação da gestão da universidade em manifestações de caráter político-eleitoral.

Nos documentos protocolados, o nome da reitora Marluce Aparecida Souza e Silva é citado, assim como um protesto que teria sido organizado por entidades sindicais e um registro em vídeo no qual um representante estudantil comunica a suspensão das aulas e declara apoio ao candidato petista.

Pedidos de apuração e preservação de provas

Na petição, o parlamentar demanda que os órgãos competentes verifiquem se houve emprego de servidores, recintos, plataformas de comunicação oficial ou verbas públicas para beneficiar a campanha eleitoral. Além disso, o documento requer a retenção e preservação de registros visuais, postagens em redes sociais e arquivos documentais.

Investigação sobre criminalidade na instituição

Em uma frente paralela de atuação, o político encaminhou um pedido de informações ao Ministério da Justiça abordando a questão do tráfico de drogas na unidade de ensino situada em Cuiabá. O parlamentar faz menção a notícias veiculadas sobre a captura de cinco indivíduos em junho de 2024, além de denúncias sobre a comercialização de entorpecentes em toaletes do campus ocorridas em 2025.

Através da solicitação, são exigidos relatórios estatísticos datados a partir de janeiro de 2023, dados referentes a intervenções policiais e esclarecimentos acerca da cooperação mútua entre a administração acadêmica e as autoridades de segurança pública. Até o momento, os documentos protocolados não configuram comprovação definitiva de irregularidades e não contam com manifestações prévias da universidade ou das demais organizações mencionadas.

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