O deputado federal Zé Medeiros (PL-MT) protocolou representações formais no Ministério Público Eleitoral para apurar um suposto desvio de finalidade na estrutura da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). O parlamentar quer que sejam investigados indícios de utilização da instituição em favor da candidatura de Lula (PT).
Paralisação das aulas e atos políticos
As contestações enviadas ao órgão ministerial focam na paralisação das atividades acadêmicas que ocorreu entre os dias 23 e 26 de outubro. A representação exige investigação sobre a possível participação da gestão da universidade em manifestações de caráter político-eleitoral.
Nos documentos protocolados, o nome da reitora Marluce Aparecida Souza e Silva é citado, assim como um protesto que teria sido organizado por entidades sindicais e um registro em vídeo no qual um representante estudantil comunica a suspensão das aulas e declara apoio ao candidato petista.
Pedidos de apuração e preservação de provas
Na petição, o parlamentar demanda que os órgãos competentes verifiquem se houve emprego de servidores, recintos, plataformas de comunicação oficial ou verbas públicas para beneficiar a campanha eleitoral. Além disso, o documento requer a retenção e preservação de registros visuais, postagens em redes sociais e arquivos documentais.
Investigação sobre criminalidade na instituição
Em uma frente paralela de atuação, o político encaminhou um pedido de informações ao Ministério da Justiça abordando a questão do tráfico de drogas na unidade de ensino situada em Cuiabá. O parlamentar faz menção a notícias veiculadas sobre a captura de cinco indivíduos em junho de 2024, além de denúncias sobre a comercialização de entorpecentes em toaletes do campus ocorridas em 2025.
Através da solicitação, são exigidos relatórios estatísticos datados a partir de janeiro de 2023, dados referentes a intervenções policiais e esclarecimentos acerca da cooperação mútua entre a administração acadêmica e as autoridades de segurança pública. Até o momento, os documentos protocolados não configuram comprovação definitiva de irregularidades e não contam com manifestações prévias da universidade ou das demais organizações mencionadas.



