Vivenciando sua campanha mais fraca na era dos pontos corridos do Campeonato Brasileiro, o Corinthians adotou a urgência de pontuar nas próximas duas rodadas anteriores à paralisação para a Data Fifa como sua principal meta. Afundado na zona de rebaixamento na 18ª colocação com 33 pontos — dois a menos que o Internacional, primeiro time fora do Z-4 —, o clube produz números piores do que a trajetória que culminou na queda em 2007.
Urgência por pontos no CT Joaquim Grava
Sem vencer há dez rodadas e somando apenas um ponto em 30 possíveis, a equipe precisa “quase desesperadamente” ganhar do Mirassol, conforme definiu um profissional do CT Joaquim Grava. O duelo ocorre nesta sexta-feira, às 20h (de Brasília), na Neo Química Arena.
Admitindo a gravidade do momento, um dirigente destacou que a prioridade do clube nestas duas semanas recai inteiramente sobre os compromissos do torneio nacional, visto que o time “precisa pontuar” a qualquer custo.
Clima de tensão e próximos adversários
O elenco se reapresentou na última segunda-feira sob forte abatimento e apreensão após a derrota por 3 a 2 para o Vasco em São Januário. A preocupação atinge tanto os atletas quanto os funcionários nos bastidores.
Nesta reta final antes da pausa, os dois confrontos ganharam caráter de decisão. O Mirassol aparece na 15ª posição com 37 pontos, configurando um adversário direto na luta contra a degola, enquanto o São Paulo ocupa a 9ª colocação com 43 pontos.
Pressão sobre a comissão técnica
Após a interrupção do campeonato, restarão apenas quatro rodadas para o término da competição. Por essa razão, a cúpula do futebol avalia que triunfar diante do Mirassol e acumular o máximo de pontos possíveis trará a tranquilidade necessária durante a Data Fifa.
Resultados negativos tendem a inflamar ainda mais o ambiente deteriorado das últimas semanas, acentuando a pressão externa sobre o trabalho do técnico Clarence Seedorf, que assumiu o comando sob contestações devido ao hiato de sete anos sem treinar uma equipe.
Apesar da crise, o treinador defendeu o comprometimento do grupo em entrevista coletiva após o revés no Rio de Janeiro:
“Esse grupo trabalha muito bem todos os dias. Com profissionalismo, entrega, disciplina e vontade. É um grupo unido e fechado. Sabem exatamente o que fazer. Por isso vocês olham essa reação quando as coisas não acontecem, é normal. É aí que a gente tem que manter esse foco, essa união, para continuar trabalhando. É trabalhar forte com ideias claras”, disse Seedorf.
“Temos que continuar acreditando no trabalho, como estamos fazendo. Nosso pensamento é que temos capacidade de resolver essa situação”, concluiu o técnico.



