Com um triunfo contundente no Circuito das Américas, Kimi Antonelli ficou muito perto de assegurar o título mundial da Fórmula 1 em 2026. O piloto italiano de apenas 20 anos precisa de somente dois pontos nas próximas cinco etapas para confirmar a taça, enquanto seus principais perseguidores, George Russell e Lewis Hamilton, dependem de vitórias em todas as provas restantes.
A volta por cima na Mercedes
A fase iluminada do jovem contrasta fortemente com o cenário adverso vivido no ano passado, quando passou nove etapas consecutivas sem pontuar e enfrentou forte desconfiança por ocupar um cockpit tão concorrido na Mercedes. Ao comentar a evolução do competidor que substituiu Lewis Hamilton após a ida do britânico para a Ferrari, o chefe da escuderia alemã destacou as adversidades superadas.
– Há muitas pessoas que disseram no ano passado, após nove etapas sem pontos, que ele não deveria ser piloto da Mercedes. Pessoas em outros times que disseram que ele não deveria estar na F1. Lembro das lágrimas em Spa, então agora é extremamente satisfatório ver o que ele conseguiu fazer, como ele trabalhou com o time, com o Bono, e ganhando resultados. Mas não foi um caminho fácil. – afirmou Toto Wolff.
Planos para o México e o peso do projeto
Com o campeonato praticamente definido, o dirigente brincou sobre a possibilidade de festejar a conquista já no próximo fim de semana, durante a etapa na Cidade do México, mencionando a comemoração com a bebida tradicional da região.
– Estou feliz que ele garantiu 99,5%. Ele ainda precisa terminar a prova no México. Então vai ser uma festa de tequila, ou não vai ser uma festa de tequila, marguerita, mas vai ser uma corrida na semana que vem. – declarou o chefe da equipe.
Um trabalho de longo prazo
Apesar de ter sido um dos principais defensores da rápida promoção do jovem ao posto de titular em 2025, o executivo preferiu dividir os méritos pelo sucesso com o programa de formação da equipe, ressaltando que o processo de lapidação começou muito antes da chegada à categoria principal.
– Agradeço a menção, mas eu não fui o único responsável por isso. Foi um trabalho de time, foi nosso time júnior que o descobriu quando ele tinha 11 anos. E agradeço ao grupo que o desenvolveu por muitos anos. Eu li uma entrevista com o Piero Ferrari na semana passada e ele disse que é um talento que lembra o do Niki Lauda. Este é um trabalho de nove anos. O desenvolvimento de nove anos, as dificuldades de nove anos, a integração do time, o trabalho com os engenheiros, o desenvolvimento da sua carreira, da sua habilidade, do seu caráter junto com seus pais. – pontuou.
Comparação com Monza
Considerando o desempenho em solo americano como sua exibição mais sólida do ano, o competidor ponderou sobre a diferença em relação a outra grande atuação da temporada, quando precisou escalar o pelotão após largar no fim do grid na etapa italiana.
– Em Monza, nós claramente tínhamos o carro mais rápido. Estávamos muito velozes, então, naturalmente, foi algo incrivelmente especial conseguir a vitória largando lá de trás. Além disso, era uma pista onde as ultrapassagens eram relativamente fáceis, e nós estávamos muito rápidos. Sem dúvida, Monza foi uma vitória superespecial, daquelas que vou guardar na memória para sempre. Mas esta aqui em Austin provavelmente foi melhor em termos de execução, porque a forma como construímos o resultado e como desenvolvemos o nosso desempenho ao longo de todo o fim de semana foi muito boa. – avaliou o piloto.
A briga pelo campeonato mundial terá seu próximo capítulo já neste final de semana, com a realização do Grande Prêmio do México.



