As eleições presidenciais de Rio Preto registraram uma importante retração na abstenção durante o segundo turno, realizado em um domingo (25). No total, 72.131 eleitores optaram por não votar, o que representa 20,93% de um eleitorado composto por 344.760 pessoas. Na primeira etapa do pleito, ocorrida em 4 de outubro, as ausências somavam 81.808, ou seja, 23,73%.
Aumento do comparecimento e votos nulos
Esse cenário traduz-se em uma diminuição de 9.677 eleitores ausentes, configurando uma queda de 2,80 pontos percentuais na taxa de abstenção. Na prática, a participação subiu de 262.952 votantes no primeiro turno para 272.629 na fase decisiva, representando um acréscimo de aproximadamente 3,7%.
Essa retração nas faltas sugere que uma parcela do eleitorado ausente na abertura da disputa voltou aos locais de votação para o embate final entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Contudo, os registros estatísticos não permitem rastrear individualmente as mudanças de comportamento de cada cidadão entre os turnos.
Retração nos votos brancos e nulos
Além da adesão maior às urnas, o município contabilizou uma descompressão nos votos de protesto ou inválidos. Os votos em branco caíram de 4.709 para 3.364 (recuo de 1.345), enquanto os nulos passaram de 7.193 para 6.357 (diferença de 836 registros).
Ao juntar brancos e nulos, o total despencou de 11.902 para 9.721, uma baixa de 2.181 marcações. Quando se adicionam as abstenções a esse montante, o grupo de eleitores que deixou de votar ou anular/branquear o voto encolheu de 93.710 no primeiro turno para 81.852 no segundo.
Panorama estadual e nacional
O comportamento do eleitorado rio-pretense esteve alinhado às tendências observadas em todo o estado de São Paulo e no Brasil. No território paulista, o número de faltosos passou de 7.690.900 (22,54%) no primeiro turno para 6.759.202 (19,81%) na etapa final, uma diferença de 931.698 ausências a menos.
Em âmbito nacional, a abstenção despencou de 33.469.244 para 30.509.005 eleitores, fazendo o índice recuar de 21,08% para 19,22%, o que representa uma baixa de cerca de 2,96 milhões de ausências. Os votos em branco e nulos também encurtaram expressivamente em todas as esferas federativas.
Particularidades locais e desempenho dos candidatos
Apesar da melhora no índice, mais de um em cada cinco eleitores de Rio Preto ainda se absteve no segundo turno. A taxa local de 20,93% superou em 1,12 ponto percentual a média nacional (19,22%) e ficou ligeiramente acima do índice paulista.
O pleito foi marcado por forte polarização. Na cidade, Flávio Bolsonaro elevou sua votação de 156.807 para 171.594 votos, ao passo que Lula foi de 71.275 para 91.206. A expansão do eleitorado presente nas urnas, no entanto, não assegura direcionamento automático para nenhum dos postulantes.
Embora os relatórios oficiais mensurem com precisão a participação e a flutuação dos votos nulos e brancos, eles não determinam de forma isolada as motivações psicológicas ou sociais por trás do engajamento eleitoral. Investigações aprofundadas sobre comportamento político seriam indispensáveis para decifrar tais nuances.



