O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 80 anos, superou neste domingo o senador Flávio Bolsonaro (PL), 45 anos, na disputa ao Palácio do Planalto. Essa é a segunda vez que o petista derrota um integrante do clã Bolsonaro no pleito.
Apuração e percentuais do segundo turno
Lula obteve teve 52%. Flávio teve 48%.
Em 2022, Lula foi eleito pela terceira vez em confronto contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. O chefe do Executivo recebeu 60.345.999 votos (50,90%). O capitão da reserva teve 58.206.354 votos (49,10%).
Como foi a primeira etapa do pleito presidencial
Flávio terminou a primeira etapa do pleito presidencial à frente. O senador recebeu 56.104.503 votos (47,03%). Lula teve 53.879.538 votos (45,16%).
O escritor Augusto Cury (Avante) terminou em terceiro com 3.448.569 votos (2,89%). Em sequência, Renan Santos (Missão) recebeu 2.675.887 votos (2,24%). O ex-governador Ronaldo Caiado somou 2.605.148 votos (2,18%). O ex-chefe do Executivo mineiro Romeu Zema obteve 326.488 votos (0,27%). Em sequência:
Samara Martins (UP): 122.911 (0,10%);
Hertz Dias (PSTU): 43.103 (0,04%);
Clariana Barão (DC): 40.043 (0,03%);
Edmilson Costa (PCB): 22.693 (0,02%);
Veterinário Wilson Grassi (Democrata): 16.881 (0,01%);
Rui Costa Pimenta (PCO): 15.024 (0,01%).
Depois do resultado, Cury, Caiado, Zema e Clariana Barão declararam apoio a Flávio para a segunda etapa do pleito. Samara Martins, Hertz Dias e Edmilson Costa anunciaram suporte “crítico” a Lula.
Renan Santos não manifestou apoio a nenhum dos candidatos. Wilson Grassi também não declarou suporte a Lula ou a Flávio. O Partido da Causa Operária (PCO), de Rui Costa Pimenta, orientou pelo voto nulo.
Trajetória política de Flávio Bolsonaro
Nascido em Resende, no Rio de Janeiro, em 30 de abril de 1981, Flávio Nantes Bolsonaro é advogado e empresário. Filho mais velho de Jair Bolsonaro e Rogéria Nantes, ingressou ainda jovem na política e construiu praticamente toda a carreira eleitoral no Rio de Janeiro.
Flávio foi eleito deputado estadual pela primeira vez em 2002, aos 21 anos, e permaneceu na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) por quatro mandatos consecutivos. Durante a passagem pela Casa, teve na segurança pública uma de suas principais áreas de atuação.
Em 2016, tentou pela primeira vez um cargo no Executivo ao concorrer à Prefeitura do Rio de Janeiro, mas terminou a eleição fora do segundo turno.
Ascensão ao Senado e candidatura nacional
Dois anos depois, na mesma eleição que levou Jair Bolsonaro à Presidência, Flávio concorreu ao Senado. Foi eleito com cerca de 4,38 milhões de votos, o equivalente a 31,3% dos votos válidos, e tornou-se o candidato mais votado para o cargo no Rio de Janeiro. Assumiu o mandato em fevereiro de 2019.
No Senado, tornou-se um dos principais representantes do bolsonarismo e participou da articulação política em defesa do governo do pai. Após a saída de Jair Bolsonaro da Presidência e seu impedimento para concorrer novamente ao cargo, Flávio ganhou espaço como possível sucessor eleitoral.
Em dezembro de 2025, anunciou ter sido escolhido pelo pai para disputar a Presidência. O PL oficializou sua candidatura em convenção realizada em São Paulo, em 25 de julho de 2026. Alfredo Gaspar foi escolhido para ocupar a vice na chapa.



