A atual governadora Celina Leão (PP) garantiu a vitória no pleito para o governo do Distrito Federal (DF) realizado neste domingo (25). Com 92% das urnas apuradas, ela registrou 57,21% dos votos válidos, superando Leandro Grass (PT), que obteve 42,79% da preferência do eleitorado.
Trajetória e formação
Natural de Goiânia, Goiás, onde nasceu em 1977, Celina tem 49 anos, é casada e mãe de dois filhos, Bruna e Pedro. Administradora de empresas e advogada, iniciou sua vida pública no início dos anos 2000 no DF, estabelecendo forte influência política ao longo das décadas.
Filiada ao Progressistas (PP) desde abril de 2018, a política é amplamente reconhecida pela habilidade de articulação e pelo perfil pragmático. Sua carreira começou sob a influência do grupo político do ex-governador Joaquim Roriz. Antes de ingressar no PP, ela passou por outras legendas, como o PDT (2013-2016) e o PPS/Cidadania (2016-2018).
Atuação legislativa e pautas sociais
Na Câmara Legislativa do DF (CLDF), exerceu dois mandatos como deputada distrital entre 2011 e 2019, chegando a presidir a Casa por três anos (2015-2017). Naquela época, destacou-se pela oposição firme ao governo de Rodrigo Rollemberg (PSB).
Posteriormente, foi eleita deputada federal em 2018, período em que coordenou a Secretaria da Mulher na Câmara dos Deputados, liderando iniciativas voltadas à proteção e ampliação de direitos femininos. No âmbito local, comandou a Secretaria de Esporte e Lazer no governo de Ibaneis Rocha (MDB), antes de ser eleita vice-governadora em 2022.
Alianças políticas e cenário eleitoral
No campo da centro-direita, Celina mantém forte conexão com o eleitorado conservador do DF. A candidata conta com o respaldo de setores bolsonaristas e do PL local, destacando-se a parceria próxima com a candidata ao Senado Michelle Bolsonaro, com quem costuma realizar agendas e atos de campanha conjuntos.
A parceria estratégica com Ibaneis Rocha marcou os últimos anos da política brasiliense. Após assumir interinamente o Palácio do Buriti entre janeiro e março de 2023 — quando Ibaneis esteve afastado após os atos do 8 de Janeiro —, Celina assumiu a titularidade definitiva do Executivo em março de 2026, após a renúncia do aliado para concorrer ao Senado.



