Único candidato inscrito para comandar a presidência executiva do CSA, o empresário Rafael Tenório revelou planos de promover transformações profundas na estrutura organizacional do clube alagoano, priorizando uma reformulação imediata no Conselho Deliberativo.
Mudanças estruturais e nova liderança
Em entrevista recente, o dirigente destacou a urgência de oxigenar o quadro de conselheiros e já definiu os nomes que pretende emplacar na cúpula do conselho para garantir harmonia na gestão.
— Nesse novo modelo de gestão, eu confesso que tenho que indicar a presidente do Conselho Deliberativo. Eu vou indicar. Se aceitarem, bem. Se não aceitarem, eu não vou! Tenho a doutora Carol Balbino, que é a minha advogada e que foi advogada no CSA de 2015 a 2021 – disse, acrescentando também a indicação para vice do conselho.
— Ela é a presidente, eu já conversei com ela. E a vice-presidente é a minha filha, Bianca Tenório.
Busca por harmonia administrativa
O dirigente explicou que a escolha de pessoas de sua total confiança tem como objetivo blindar a diretoria executiva contra atritos internos e garantir o apoio político necessário durante a temporada.
— Estou fazendo uma diretoria onde eu não tenha conflito nenhum, porque aí eu não vou brigar com a minha advogada porque eu não posso brigar nem com ela, nem com o meu médico, nem com o meu advogado, nem com o meu contador.
Renovação e o futuro do clube
Apesar de reconhecer a relevância histórica de figuras tradicionais dos bastidores azulinos, o candidato enfatizou que o momento exige quebra de paradigmas para que a instituição volte a crescer de forma sustentável.
— Nomes como o Lumário Rodrigues, o próprio Ricardo Omena… São grandes azulinos, mas nós precisamos mudar. Nós vamos formar um conselho que realmente ajude o CSA e que seja uma verdadeira confraria de pessoas. Então, assim, o CSA precisa mudar. E o Rafael está chegando como eu fiz em 2015. Lembra quando eu disse que onde tinha azul e eu ia pintar de branco e tivesse branco eu pintava de azul?
Para justificar a necessidade de uma guinada na gestão esportiva e administrativa, o postulante ao cargo máximo do executivo recorreu a referências culturais e filosóficas.
— Então eu vou me fundamentar em uma canção de Almir Sater e Renato Teixeira, Tocando em Frente. E eles começam a canção dizendo o seguinte: “Ando devagar, porque já tive pressa e levo esse sorriso porque eu já chorei demais – entoou Rafael, explicando:
— Ou seja, eles estão falando em mudança. Por que você está andando devagar? Porque já teve pressa e não teve jeito. E por que você está sorrindo? Porque eu já chorei e não resolveu. Então, eles estão falando em mudança. E mudança só acontece se você mudar realmente tudo. Atitudes iguais, resultados iguais. Por isso que precisamos mudar.
Enquanto aguarda a realização da reunião oficial para examinar o balanço financeiro do CSA, o processo eleitoral do clube deverá passar por um adiamento estratégico.



