O Avaí entrou em campo pela 35ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série B com uma escalação modificada por suspensões. O técnico Marquinhos Santos promoveu a entrada do atacante Rildo, deslocando Luiz Henrique para formar a dupla de volantes ao lado de Zé Ricardo. A alteração buscou dar maior velocidade à transição ofensiva, mas deixou a equipe catarinense vulnerável defensivamente devido à menor capacidade de marcação no setor.
A falha que abriu o placar
A postura mais exposta cobrou o preço ainda no primeiro tempo. O Botafogo-SP aproveitou uma desatenção na saída de bola para inaugurar o marcador. Após uma falta cometida no meio-campo, Luiz Henrique caminhava de costas enquanto o lance era cobrado rapidamente. Patrick Brey levou vantagem na velocidade sobre Daniel Penha e serviu Morelli, que dominou livre na entrada da área e bateu no canto do goleiro Bruno.
— A gente chegou por vários momentos no primeiro tempo, e eles chegaram num erro nosso, uma falta que a gente vira de costas, eles batem rápido. Isso é um time que tá tranquilo, que já tá com o objetivo alcançado. E o nosso time tá muito tenso e dá para ver nas ações — pontuou o técnico Marquinhos Santos na entrevista coletiva pós-jogo.
Chances perdidas e castigo no segundo tempo
Insatisfeito com a falta de proteção, o comandante avaiano sacou Luiz Henrique no intervalo para a entrada de Paulo Vitor. A alteração surtiu efeito imediato na pressão pós-perda: o recém-entrado roubou a bola e puxou contra-ataque para Daniel Penha acionar Caio Suassuna. Cara a cara com o arqueiro, o jovem atacante chutou em cima do rival e desperdiçou a melhor chance de igualar o marcador aos seis minutos da etapa complementar.
O castigo veio logo em seguida. Aos oito minutos, um passe errado no campo de ataque custou caro. O Botafogo-SP não perdoou e, após defesa inicial em chute de Hygor, Morelli apareceu para tocar para Leandro Maciel ampliar a vantagem.
— Quando começa o segundo tempo, a gente tem duas chances, com Penha de cabeça e a outra com Caio. Depois, quando toma o segundo gol, já começa uma bagunça e não tem mais como coordenar alguns movimentos dos atletas e é normal. É um balde de água f_ria. Se já tá pesado no 0 a 0, imagina 2 a 0 contra e na situação que a situação que a se encontra, quase que irreversível — avaliou o treinador.
Pressão ineficiente e estatísticas
Em desvantagem, o Avaí foi para o tudo ou nada com as entradas de Gaspar e Léo Gamalho. O volume ofensivo cresceu drasticamente em relação aos jogos anteriores, acumulando 28 finalizações contra apenas seis do adversário, além de 42 cruzamentos na área. No entanto, faltou pontaria. Aos 33 minutos, Léo Gamalho teve a última grande oportunidade em um rebote, mas finalizou para fora.
— A gente teve 100 minutos para vencer o jogo, não venceu. A gente fracassou naquilo que foi treinado, que foi programado, que era o objetivo: vencer o jogo — lamentou Marquinhos Santos.
Com o revés dentro de casa, o Leão da Ilha vê a permanência na segunda divisão cada vez mais distante e precisará de resultados paralelos para seguir sonhando com a salvação nas últimas três rodadas da competição nacional.



