O Vitória somou mais um ponto na luta contra o rebaixamento ao ficar no 1 a 1 diante do Athletico-PR, em duelo válido pela 32ª rodada do Campeonato Brasileiro. Apesar do resultado, o confronto disputado no Barradão evidenciou uma dificuldade crônica do elenco comandado por Jair Ventura: a incapacidade de superar os adversários que ocupam as primeiras posições da tabela na Série A.
Dificuldade persistente contra os líderes
Mesmo contando com a força de sua torcida em Salvador, onde construiu todas as suas dez vitórias no torneio, o Rubro-Negro baiano segue sem vencer nenhum integrante do G-6. O empate contra os paranaenses representou o melhor placar diante desses rivais diretos, já que o clube havia sido superado anteriormente por Flamengo, Palmeiras, Bahia e Cruzeiro diante de seus domínios. A pontuação em casa permanece como o pilar central do planejamento da diretoria para assegurar a permanência na divisão de elite.
Protagonismo de Renato Kayzer no primeiro tempo
Sem poder utilizar Cacá no setor defensivo, Jair Ventura promoveu a entrada de Renato Kayzer no lugar de Renê, que cumpria suspensão. O atacante, que não balançava as redes havia três meses, transformou-se no nome mais perigoso da partida e participou das principais investidas ofensivas dos mandantes.
O placar, no entanto, foi aberto pelo Athletico-PR aos 24 minutos da etapa inicial. Em jogada aérea, Viveros superou Luan Cândido e a bola sobrou na segunda trave para Gilberto, que dividiu com Jamerson antes de a bola entrar. A resposta dos donos da casa aconteceu logo aos 28 minutos: Mateus Silva levantou escanteio na área, Brítez desviou na primeira trave e Kayzer apareceu livre para completar para o fundo da rede. O centroavante ainda carimbou o travessão do goleiro Mycael antes do intervalo.
Mudanças táticas forçadas e queda no ritmo
A dinâmica do confronto mudou logo no retorno para o segundo tempo devido à lesão de Mateus Silva. Sem um lateral de ofício entre os reservas, a comissão técnica precisou acionar o volante Walace, recuando Caíque Gonçalves para a zaga e deslocando Brítez para o lado direito da defesa.
As improvisações táticas e o desgaste físico de Kayzer diminuíram o volume do Vitória, que também não encontrou alternativas em nomes como Erick, Diego Tarzia e Matheuzinho. Peças como Pochettino, Fabri, Lucas Silva e Alex Bruno entraram durante o decorrer do jogo, mas tiveram atuações apagadas.
Solidez defensiva e próximo desafio
O ponto alto da equipe baiana esteve na contenção defensiva, que conseguiu anular as investidas de Viveros, atual artilheiro da competição nacional. O domínio parcial do Vitória refletiu-se nas finalizações certeiras: foram cinco arremates no alvo contra apenas um do time visitante durante os 90 minutos.
Agora, o foco do Rubro-Negro se volta para a 33ª rodada da Série A. No próximo sábado, às 16h (horário de Brasília), o Vitória visita o Coritiba no estádio Couto Pereira, em busca de pontos essenciais longe de Salvador.



