O confronto entre Santos e Bahia na Vila Belmiro foi marcado por condições extremas de gramado e muita emoção até os minutos finais. O resultado de igualdade passou diretamente pela capacidade de reação do elenco santista em um cenário adverso.
O herói e o vilão da partida
A atuação de Luan Peres foi o grande destaque positivo. O zagueiro sofreu com as poças d’água e com as investidas dos atacantes rápidos do Bahia, porém foi importante para neutralizar o jogo aéreo adversário, principalmente contra Alejo Veliz. No final, se mandou ao ataque e foi coroado com o gol de empate. Por outro lado, Neymar acabou comprometendo o desempenho coletivo. Até a chuva era o melhor em campo, distribuindo ótimos passes e lançamentos. Também teve um chute desviado que acertou o travessão. Porém, prejudicou o time por seu comportamento. Primeiro, não sustentou contato do marcador e se atirou no gramando, perdendo a bola no lance em que o Bahia abriu o placar. Depois, foi imaturo na discussão com Rodrigo Nestor e acabou expulso antes mesmo do início do segundo tempo.
Desempenho defensivo e o setor de meio-campo
O setor defensivo teve trabalho intenso, especialmente devido ao temporal que castigou o gramado. O goleiro Diógenes mostrou-se inseguro nas saídas do gol, passou pouca confiança para a defesa. Não teve culpa no gol do Bahia e esteve ligado no segundo tempo para sair da área em algumas oportunidades. Na zaga, João Alencar foi titular pela primeira vez na carreira, começou inseguro, mas se encontrou e fez bons duelos contra o ataque do Bahia. Após a expulsão de Neymar, foi importante para conter contra-ataques. Já Gustavo Henrique atuou sobrecarregado como único volante, teve que se desdobrar para fechar espaços. Ganhou duelos e fez o que pôde depois que as poças tomaram conta do gramado da Vila. Terminou como lateral-direito.
Outros destaques do setor ofensivo
Philippe Coutinho teve duas ótimas chances de marcar e desperdiçou. Em uma delas, no primeiro minuto, estava desequilibrado. Na outra, o árbitro marcou impedimento. Fez gol de cabeça que acabou anulado, por saída de bola. Foi um dos mais prejudicados pelo temporal que caiu na Vila Belmiro, já que não conseguia distribuir passes. Substituído no intervalo. Enquanto isso, Rollheiser entendeu o que o jogo pedia e passou a dar lançamentos longos para Gabigol. Importante ao dar o cruzamento que resultou no gol de empate.
Completando a comissão técnica, o técnico Cuca repetiu a formação ofensiva utilizada no jogo contra o Fluminense, e o time jogava bem até o campo ser tomado pelas poças d’água. Tentou mudar a estratégia no intervalo, dando mais força física à equipe, mas perdeu Neymar, expulso, antes mesmo do jogo recomeçar. Ainda assim, time foi valente e buscou o empate no fim.



