O atacante utilizou suas redes sociais na madrugada deste domingo para se manifestar sobre a expulsão sofrida no intervalo da partida entre Santos e Bahia, realizada no último sábado. O camisa 10 santista recebeu o cartão vermelho após revisão no VAR decorrente de um desentendimento com o meia Rodrigo Nestor.
A confusão em campo e o uso da regra
O atrito inicial ocorreu aos 31 minutos da etapa inicial, quando o atleta do clube paulista cometeu falta, chutou a bola em direção ao adversário e tentou levantá-lo do gramado, gerando um princípio de tumulto. Na saída para o intervalo, o jogador baiano afirmou que o rival “falhou como pessoa”. No retorno para o segundo tempo, as discussões continuaram e o árbitro Sávio Pereira Sampaio aplicou o cartão vermelho utilizando a chamada lei Vini Jr, aplicada quando jogadores cobrem a boca para falar.
– Primeiramente, pedir desculpa à nação santista. Fui expulso de uma forma justa. Segundo, parabenizar meu time por ser guerreiro e acreditar até o final. Santos é isso, vamo que vamo, agora segue o baile. Não sou muito de falar sobre o que acontece no jogo, ainda mais quando é debate entre jogador, acabei sendo expulso também. Mas hoje foi uma coisa bem séria, eu acho que foi algo além, tá ligado? Eu defendo isso aqui, vou dar a vida por isso aqui, vou xingar todo mundo, brigar, discutir, está tudo certo. Mas depois que acaba o jogo vai cada um para o seu canto e está tudo certo. Ele tem que defender o dele, só que é futebol. É futebol, você não pode fazer isso. – declarou o atacante, que continuou o desabafo:
Críticas à postura do adversário
O principal incômodo do jogador esteve relacionado à interpretação da norma criada para coibir atos discriminatórios no esporte, argumentando que o rival teria simulado uma situação para obter vantagem esportiva na partida.
– O que o Nestor fez comigo hoje é muito sério. Essa é uma lei criada contra o racismo e ele quis se beneficiar no jogo por eu botar a mão na boca, não falei nada para ele. Obviamente, a gente estava se xingando, trocando farpas, e está tudo certo, é do futebol. Só que o ele fez é muito sério. Porque eu estava no meio de campo brincando, discutindo, eu estava brincando com os dois zagueiros, ele fez isso para se beneficiar no jogo. Se é uma lei para o racismo, como ele pode fazer essa coisa? É surreal, estou triste com o que aconteceu. Ele foi muito safado, de verdade. – afirmou.
– Nem gosto de fazer isso, ficar falando essas coisas, está tudo certo. Se erro, estou aqui para dar a cara a tapa. Mas ele falou que não pode dizer o que passou porque tem criança assistindo. Vi uma entrevista ele dizendo que eu xinguei, ele simulou que a bola pegou na cintura e ele fingiu que pegou na cara. Ele quer ser exemplo do quê? Ele falou de educação, eu também sou educado, mas eu sou homem, o que você fez, naão se faz. Eu tive a oportunidade de fazer isso que ele fez, mas não fiz. Vou colocar aqui o que você fez. E quem criou essa Lei, cuidado, porque ela dá espaço para safadeza no meio e aconteceu o que aconteceu. Mais uma vez eu sou exemplo – prosseguiu.
– Agora eu vou para casa, estou de cabeça limpa, obviamente chateado, mas fiz m… dei a oportunidade de um idiota aparecer. Valeu Nestor, eu vou dormir tranquilo, mas você com sua safadeza, não vai não. Essa lei aqui é pro racismo (mão na boca), não é pra tu usar ao teu favor não. – concluiu.
Próximos compromissos e desfalques
Com a punição recebida em campo, o atacante cumprirá suspensão automática e desfalcará a equipe no clássico contra o Palmeiras, agendado para a próxima quarta-feira, às 19h30, na Vila Belmiro. Por já ter acumulado o terceiro cartão amarelo anteriormente, o jogador também ficará de fora do confronto diante do Bragantino na rodada seguinte.



