sábado, 24 de outubro de 2026
Brasil

Tribunais definem urnas eletrônicas que passarão por auditoria no segundo turno

Procedimentos incluem testes de integridade com biometria e verificação de sistemas pelo Tribunal Superior Eleitoral.

Tribunais eleitorais definem urnas que serão auditadas no 2º turno

Os tribunais regionais eleitorais de todo o país definiram neste sábado (24) as urnas eletrônicas que serão submetidas a auditorias no segundo turno das eleições gerais, marcado para este domingo (25). Os equipamentos foram sorteados ou escolhidos por representantes de partidos políticos e entidades fiscalizadoras.

Distribuição dos equipamentos nos estados

Nos quatro maiores colégios eleitorais do país, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia, serão auditadas 43 urnas em cada estado, sendo 33 no teste de integridade e dez no teste de autenticidade. No Paraná, Rio Grande do Sul, Pernambuco e Ceará, serão 35 urnas por estado, das quais 27 passarão pelo teste de integridade e oito pelo de autenticidade. Em Roraima, menor colégio eleitoral do país, a auditoria incluirá 20 urnas no teste de integridade e três no de autenticidade.

Como funcionam as auditorias

As seções eleitorais sorteadas para o teste de integridade terão suas urnas substituídas por equipamentos reservas. As urnas originais serão levadas a um local definido pela Justiça Eleitoral, onde permanecerão em sala lacrada até o dia da votação.

Partidos políticos e entidades fiscalizadoras são convidados a preencher cédulas de papel com os candidatos que disputam o pleito. Os votos são depositados em urnas de lona, que também são lacradas. Neste domingo (25), servidores do Poder Judiciário e do Ministério Público apresentarão as cédulas e digitarão os votos nas urnas eletrônicas. Ao fim da votação, às 17h, os registros em papel serão comparados com os resultados dos equipamentos.

Entidades fiscalizadoras e biometria

Entre as entidades convidadas a acompanhar os procedimentos estão a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o Ministério Público, a Defensoria Pública, a Polícia Federal, a Controladoria-Geral da União (CGU), o Tribunal de Contas da União (TCU) e representantes do Congresso Nacional.

Parte dos equipamentos também será submetida ao teste de integridade com biometria. Nesse procedimento, eleitores voluntários utilizam suas digitais para habilitar a votação. Já o teste de autenticidade ocorre nas próprias seções eleitorais, antes do início da votação. O objetivo é verificar se os equipamentos utilizam os mesmos sistemas que foram abertos, compilados, assinados e lacrados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Verificação de sistemas e emissão de zerésimas

O Tribunal Superior Eleitoral realizou neste sábado (24) uma cerimônia de verificação dos sistemas responsáveis pelo processamento dos resultados das eleições. Segundo a Corte, a análise confirmou que não houve alterações nos programas.

“Em um Estado Democrático de Direito, a legitimidade do poder político repousa exclusivamente na vontade soberana do povo e é dever sagrado desta Corte assegurar que cada sufrágio depositado na urna eletrônica seja registrado e apurado com exatidão e fidelidade”, afirmou o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques.

O TSE e os tribunais regionais eleitorais também emitiram as chamadas zerésimas, relatórios que comprovam a ausência de votos registrados nos sistemas de totalização antes do início da votação.

“As cidadãs e cidadãos do nosso país podem ter a mais absoluta certeza de que, ao comparecer às seções eleitorais e pressionar a tecla ‘confirma’, seu voto será registrado, preservado e totalizado com absoluta integridade e transparência”, acrescentou Nunes Marques.

Antes da abertura das seções eleitorais neste domingo (25), cada urna eletrônica também emitirá sua própria zerésima. O documento comprova que o equipamento não possui votos registrados antes do início da votação.

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