A brasileira Flávia Saraiva encerra a participação do Brasil no Mundial de ginástica artística de Roterdã neste domingo, a partir das 9h (de Brasília). Quarta colocada em 2025, a atleta de 27 anos garantiu nota 14,400 na classificatória e agora busca uma vaga no pódio da trave.
Estratégia de alta dificuldade
Para encarar a forte concorrência na decisão, a medalhista olímpica por equipes em Paris 2024 decidiu que vai arriscar com uma execução mais complexa. A ginasta destacou que o foco é cravar cada detalhe e manter o nível técnico elevado diante de adversárias tradicionais no aparelho.
“Trave tem que acertar. Não tem segredo. Buscar detalhe por detalhe. As chinesas têm um nível muito alto de ligações, e a gente também tem. Não dá para deixar mais fácil só para acertar, porque seria só pra estar na final. Eu quero disputar. Estou tentando fazer a série mais difícil possível, porque a gente sabe o quão disputada tá essa trave”, disse Flavinha.
Concorrência acirrada no aparelho
A trave é considerada por especialistas o aparelho de nível mais elevado na competição atual, impulsionada principalmente pelo desempenho das atletas da China. Na fase classificatória, Zhang Qingying liderou com 14,966 pontos, seguida por Qiu Qiyuan, enquanto a brasileira avançou com a terceira melhor marca após somar 6,1 de dificuldade.
“A gente sabe que domingo é o dia que tenho mais chance. É o meu aparelho. Quero desfrutar muito essa final, quero fazer minha melhor série, com o maior número de ligações de elementos para brigar pelo meu melhor resultado”, declarou a ginasta brasileira.
Ordem de apresentação na final
Flavinha será a sétima ginasta a se apresentar no domingo, entrando em ação logo antes da atual campeã mundial, Zhang Qingying. Essa posição estratégica permitirá que a brasileira conheça a pontuação exata necessária para garantir um lugar no pódio de Roterdã.
A disputa pelo ouro e pelas demais medalhas também contará com nomes de peso da ginástica internacional, como a argelina Kaylia Nemour, a italiana Manila Esposito, a japonesa Mana Okamura, a americana Skye Blakely e a francesa Elena Colas.



