O cuidado com os netos surge como uma estratégia de destaque para prevenir o declínio da memória após os 60 anos, conforme aponta uma ampla investigação conduzida por especialistas da Universidade de Shandong.
Como o estudo avaliou a terceira idade
O levantamento examinou os hábitos cotidianos de mais de 50 mil indivíduos com idades entre 57 e 73 anos, com informações reunidas em nações como China, Estados Unidos, Reino Unido e México. Para medir os impactos, o desempenho cognitivo dos voluntários passou por avaliações focadas em testes de memória, além de tarefas destinadas a mensurar a capacidade de multitarefa, planejamento e organização.
Os dados demonstraram que os indivíduos com maior engajamento em práticas sociais alcançaram notas expressivamente superiores em comparação aos que mantinham uma rotina isolada.
Atividades que estimulam a cognição
A pesquisa identificou que cuidar dos netos atua como uma forma relevante de engajamento social. A lista de ocupações benéficas inclui ainda frequentar clubes esportivos, dedicar-se a trabalhos voluntários e adquirir novos aprendizados, todas associadas às pontuações mais elevadas nos testes cognitivos.
Em contrapartida, o envolvimento exclusivo em grupos de cunho político, comunitário ou religioso não apresentou reflexos estatisticamente expressivos nos resultados.
Fatores associados ao desempenho mental
O levantamento, veiculado no periódico científico Journal of Epidemiology & Community Health, também apontou correlações importantes. O desempenho superior esteve ligado a participantes com maior grau de escolaridade, que residiam sozinhos ou em zonas rurais, sem histórico de depressão, com IMC considerado normal, além de fumantes e consumidores de bebidas alcoólicas.
Como conclusão principal, os autores destacam que as funções cerebrais exigem estímulo contínuo ao longo dos anos para que consigam se manter em patamares elevados.



